08 de janeiro, de 2010 | 21:05
Supermercadistas driblam a crise
Ao contrário de muitos setores da economia, em Ipatinga, setor fechou o ano com um saldo positivo, apesar da crise
IPATINGA Ao contrário de muitos setores da economia, os supermercados conseguiram fechar 2009 com um saldo positivo. Afinal, com ou sem crise o brasileiro não pode deixar de consumir alimentos. Ao fazer uma análise do ano anterior, o presidente da Associação Comercial de Ipatinga (Aciapi), Gustavo de Souza, apontou que o setor supermercadista foi um dos que conseguiram sair da lógica de crise. O salário mínimo continuou subindo e as convenções coletivas retiveram as perdas. A população continuou consumindo mais produtos de supermercado, além do arroz e feijão, principalmente a classe C”, disse.
O diretor comercial da Cooperativa de Consumo dos Empregados da Usiminas (Consul), Hélcio Moreira, confirmou o fechamento de ano positivo, considerando o cenário de retração. Segundo ele, em 2008, na cooperativa, o ano fechou com uma margem de 6,8% de lucro. No ano passado, o número foi de 5%. O Natal de 2009 também foi lucrativo. Hélcio explicou que o cálculo é feito com a divisão das vendas em dezembro sobre as vendas de janeiro a novembro. Em 2008, dezembro apresentou crescimento de 34%, já em 2009 o percentual foi de 32%. Tivemos uma variação de -2%. Consideramos isso normal tendo em vista a inflação e demais fatores”, comentou.
Diante desse contexto, Hélcio Moreira afirmou que 2009 foi um ano satisfatório. Tivemos um ano atípico com muitas demissões. Nós vínhamos de uma situação altamente satisfatória em 2008 e entramos em uma situação desconhecida. Mas com os pés no chão, rompemos o ano com um resultado altamente satisfatório pelo que nos vivemos ao longo de 2009”, avaliou.
Expectativas
Para 2010, as perspectivas são de otimismo. Temos que ser otimistas, senão nem abrimos as portas. O mundo já está se equilibrando, as atividades melhorando. Mas para alcançar a retomada por completo, temos que subir cada degrau. Queremos crescer pelo menos 3% a mais do que em 2009”, declarou Hélcio. O diretor comercial ressaltou que, neste ramo, algumas notícias no mercado internacional influenciam nos preços de produtos. Segundo ele, a commodity mais preocupante atualmente é o açúcar. Esse é o maior problema. A Índia era exportadora e agora importa. A escassez do produto pode aumentar o preço. Outro produto é o óleo vegetal, que está estagnado no mercado internacional, mas o mercado interno faz a diferença. Arroz, açúcar e óleo são os principais itens que sofrem mudanças de preço em função desses fatores externos”, adiantou. Em relação às mudanças no cenário político em 2010, Hélcio ressaltou que, independente do destino do Brasil, as pessoas não deixam de se alimentar.
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