16 de janeiro, de 2010 | 15:56
Temporada de escorpiões
Em Ipatinga, bairro Nova Esperança lidera número de casos
IPATINGA A temporada de calor e chuvas é motivo de alerta. Isso porque é nesta época que os escorpiões costumam aparecer com mais frequência. O calor e a umidade favorecem a reprodução, tanto de aracnídeos quanto de insetos”, alertou a bióloga Mardeildes Benfica, funcionária da Prefeitura de Ipatinga.
Mardeildes lembra que os escorpiões são animais de hábitos noturnos e que podem viver longos períodos sem água e comida. Geralmente, ficam em lugares escondidos, escuros e úmidos. Por isso, é preciso tomar muito cuidado nos locais onde há ocorrências. Eles podem ficar em panos, calçados e roupas. Um conselho importante é que a população verifique sempre dentro dos tênis e roupas, e evite camas encostadas na parede e utilização de colchas que encostem no chão”, orientou.
Para evitar que o número desses animais aumente, é importante ainda que a população vede os ralos de esgoto e não deixe lixo acumulado.
O aparecimento de escorpiões passa pelas condições de saneamento do local. Se a prefeitura faz a parte dela, com a coleta regular do lixo, e a população também cuida das condições do local, dificilmente haverá problemas com escorpiões”, frisa.
Outra recomendação é que, ao achar um escorpião em casa, a pessoa não tente matá-lo ou capturá-lo. É preciso entrar em contato com o Centro de Controle de Zoonoses, pelo telefone (31) 3826-3275. Todas as solicitações são atendidas pelos funcionários, que vão até o local e fazem a captura dos animais e dão orientações.
Conforme Mardeildes, um dos maiores erros da população é tentar combater o escorpião com veneno. Não existe nenhuma fórmula eficaz para matar o escorpião”, explica. Em caso de picada, a pessoa deve procurar imediatamente uma unidade de saúde, para tomar o soro.
Urbanização
Mardeildes informou que, em Ipatinga, não há, atualmente, infestação de escorpiões. No entanto, ela lembra que a maior parte das ocorrências se concentra em bairros em processo de urbanização, como o Nova Esperança. Em 2009, o bairro registrou o maior número de ocorrências seis. Conforme a bióloga, o acúmulo de materiais de construção e entulhos é um prato cheio” para os aracnídeos. Esses materiais oferecem umidade, abrigo e alimento necessários à reprodução dos escorpiões. É preciso estar bem atento a isso”, alerta a bióloga.
De acordo com Mardeildes, foi identificada na cidade apenas uma espécie do aracnídeo - o escorpião amarelo (Tityus serrulatus). Típico do Sudeste do Brasil, ele tem cerca de 6 cm de comprimento e apresenta coloração amarelada, especialmente nas patas.
O que fazer em caso de acidente?
Limpar o local com água e sabão; Procurar orientação médica imediata e mais próxima do local da ocorrência do acidente; se for possível, capturar o animal e levá-lo ao serviço de saúde, pois a identificação do escorpião causador pode auxiliar o diagnóstico.
O que não fazer?
Não amarrar ou fazer torniquete; Não aplicar nenhum tipo de substância sobre o local da picada (fezes, álcool, querosene, fumo, ervas, urina), nem fazer curativos que fechem o local, pois podem favorecer a ocorrência de infecções; Não cortar, perfurar ou queimar o local da picada; Não dar bebidas alcoólicas ao acidentado, ou outros líquidos como álcool, gasolina, querosene, pois não têm efeito contra o veneno e podem agravar o quadro.
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