18 de janeiro, de 2010 | 18:28
Temporada de afogamentos
Corpo de Bombeiros alerta para os riscos de mortes durante o verão. No fim de semana dois morreram vítimas de afogamento.
DA REDAÇÃO No último domingo (17), o jovem Ozias Alves Ferreira, de 23 anos, perdeu a vida enquanto se banhava no rio Piracicaba, em Coronel Fabriciano, próximo ao bairro Santa Terezinha II.
Segundo testemunhas, Ozias nadava em companhia de outras pessoas quando entrou num local revolto, popularmente conhecido como redemoinho, e não teve forças para retornar à margem.
De acordo com o capitão do Corpo de Bombeiros de Ipatinga, Neri Mattos, casos assim são mais freqüentes nesta época do ano. Com o calor, as pessoas buscam locais para se banhar e muitas vezes escolhem os impróprios: lagos e rios de água turva, normalmente de fundo irregular, entre outros, e sem guarda-vidas”, explica o capitão.
Neri ainda acrescenta que também é comum casos de pessoas que se afogaram a cerca de três metros da margem. Elas caminham por um trecho, ganham confiança, mas a água turva as impede de perceber que logo adiante há uma depressão no fundo do local. Sem saber nadar direito, elas afundam, se afogam e muitas vezes perdem a vida”, esclarece.
Balanço de 2009
Banhos em águas turvas de rios e lagoas são perigosos, afirma Neri Mattos.
Durante todo o ano de 2009, o Corpo de Bombeiros registrou 13 casos de afogamento em Ipatinga e Coronel Fabriciano. A maioria das vítimas era adulto e trabalhavam com pesca ou retirada de areia.
Em segundo lugar estavam os adolescentes, que se banhavam por diversão. Por último, as crianças, que normalmente se afogam por descuido dos pais.
Alguns casos do ano passado, segundo o capitão, foram atípicos. Registramos a ocorrência de um afogamento ocasionado a partir de um barco, com várias pessoas, que tombou porque um dos ocupantes ficou de pé e desequilibrou a embarcação”, revela Neri.
Quem sabe nadar também corre o risco de se afogar, destaca o capitão. Por ter mais habilidade, os nadadores se arriscam mais e podem ser surpreendidos pela correnteza ou bater numa pedra. Há ainda o risco de o nadador perder os sentidos debaixo dágua, por excesso de oxigênio do cérebro, e se afogar”, alerta Neri.
Dicas de segurança
Para não correr o risco de perder a vida, nem de se transformar em estatística do Corpo de Bombeiros, o capitão Neri Mattos aconselha a população a tomar alguns cuidados:
- prefira se banhar em locais onde há guarda-vidas presentes;
- só se banhe em águas turvas se conhecer bem o local e use coletes salva-vidas;
- quando uma turma ou família sair numa embarcação, levar coletes salva-vidas para todos, ou bóias com cordas;
- crianças não têm noção do perigo e nunca é demais monitorá-las;
- evite ingerir bebida alcoólica ou comer demais e logo em seguida entrar na água. O álcool retarda os reflexos e, com o estômago cheio, a pessoa pode sofrer uma congestão;
- para os nadadores, é aconselhável levar um acompanhante. Se o nadador perder os sentidos debaixo dágua, é possível salvá-lo com vida se o socorro for rápido.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

















