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27 de janeiro, de 2010 | 19:06

Cenário otimista na siderurgia

Usiminas religa alto-forno 1. ArcelorMittal atinge 95% da capacidade. Setor siderúrgico traça cenário otimista para 2010.

Divulgação


ALTO FORNO USIMINAS RELIGA 2

DA REDAÇÃO - A Usiminas confirma que religou o alto-forno 1, na Usina de Ipatinga, na terça-feira (26). O religamento não está associado a aumento de demanda por aços planos em níveis sustentados, mas à necessidade de reposição de estoques intermediários de placas.
A operação tem também como objetivo o desenvolvimento de um programa mais racional de manutenção preventiva dos demais altos-fornos. No momento, não há previsão para contratação de mão-de-obra adicional.
 
O alto-forno 1 estava abafado desde o fim de 2008, como medida para enfrentar a queda das vendas após a explosão da crise financeira mundial. A empresa chegou a paralisar três dos seus cinco fornos - dois em Ipatinga e um em Cubatão (SP).
 
Com a retomada desse equipamento, que representa 10% da capacidade instalada de produção de ferro-gusa da Usiminas, será também possível colocar em prática um programa de "manutenção preventiva" dos demais altos-fornos.
 
A empresa, que no primeiro semestre de 2009 realizou o primeiro programa de desligamento voluntário de funcionários de sua história, informa que não pretende abrir vagas por causa do religamento do forno 1. A crise levou a Usiminas a reduzir o ritmo de produção de aço a 50% da capacidade instalada, que é de 9,5 milhões de toneladas por ano.
 
No pior momento, a direção da siderúrgica tomou a decisão de abafar três altos-fornos. Dois equipamentos foram religados em julho de 2009. Hoje, a produção da Usiminas está num ritmo próximo de 85% da capacidade instalada.
 
Otimismo no setor siderúrgico para 2010
 
Dados do Instituto Aço Brasil (IABr), mostram que a produção brasileira de aço caiu 21,4% em 2009 em relação ao ano anterior, somando 26,5 milhões de toneladas de aço bruto. Mas o momento é de otimismo. Para a direção do instituto, apesar do indicador menor que o de 2008, o quadro atual revela consistente recuperação e permite visão otimista para o futuro próximo.
 
As informações divulgadas pelas principais companhias neste primeiro mês do ano confirmam a análise do IABr. Além da confirmação da Usiminas, da operação com 85% de sua capacidade, as três unidades industriais do grupo ArcelorMittal (Inox, em Timóteo; Belgo, em  João Monlevade e Juiz de Fora) trabalham com  95% da capacidade instalada.
 
Wolmer Ezequiel


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