28 de janeiro, de 2010 | 10:50
Lote de amendoim é interditado
Anvisa interdita dois lotes de amendoim com presença de aflatoxinas em um mês no estado de Minas Gerais
DA REDAÇÃO - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicou no Diário Oficial da União de 18/01/2010, a interdição do lote 33C8 do amendoim produzido pela Indústria de Milho Anchieta Ltda, de Minas Gerais.O lote apresentava aflatoxinas em teores superiores ao permitido por lei. Esta é a segunda interdição que a Anvisa realiza no estado no período de um mês, pois, em dezembro de 2009, a agência determinou a interdição cautelar do lote 0309 da marca Kilin, 500g, com validade até 26 de julho de 2010, fabricado por Nilik Indústria e Comércio Ltda.
A aflatoxina é uma substância tóxica produzida por alguns tipos de fungos em nozes, amendoim e outras sementes oleosas, que pode causar cirrose, necrose, hemorragias nos rins, lesões sérias na pele e até câncer do fígado se ingerida em grandes quantidades.
Por isso, para garantir a qualidade dos produtos derivados desta semente, a Abicab (Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados) criou há oito anos o Programa Pró-Amendoim, que também tem o objetivo de promover a segurança alimentar para os consumidores.
Para identificar qual marca passou pela certificação do Programa, basta procurar pelo Selo de Qualidade Certificada Pró-Amendoim ABICAB nas embalagens. Atualmente, 11 empresas são participantes, são elas: Agtal, Amembra, Arlindo Valêncio, Carino, Dori, Inam, Irlofil, Malta Rezende, Maritucs, Santa Helena e Yoki.
Desde a implementação do programa, em 2002, a quantidade de lotes que apresentaram não-conformidade na qualidade caiu de 40%, para apenas 7%. A união de tais resultados com o aprimoramento da cadeia produtiva também favorece as exportações.
Renato Fechino, vice-presidente do setor de amendoim da Abicab, explica que é muito importante que o consumidor atente para a existência do selo nas mercadorias que compra.
O Selo de Qualidade Certificada Pró-Amendoim já está presente em mais de 45% dos produtos comercializados e isso permite ao consumidor brasileiro optar por alimentos de alta confiabilidade, pois o processo de fabricação e a procedência são devidamente atestados”, afirma Fechino.
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