28 de janeiro, de 2010 | 20:48
Mais de 60 casos de hanseníase na região
Apesar das informações sobre o tratamento e contágio veiculadas na mídia sobre a doença, o preconceito ainda envolve o assunto
DA REDAÇÃO Hoje é o Dia de Combate à Hanseníase. Apesar das informações sobre o tratamento e contágio veiculadas na mídia sobre a doença, o preconceito ainda envolve o assunto. Neste ano, o tema da campanha do Ministério da Saúde é Como sei que estou com hanseníase?”, com o objetivo de disseminar informação sobre a doença e promover o diagnóstico precoce. A meta é eliminar a enfermidade e melhorar a qualidade dos cuidados às pessoas com hanseníase. O Ministério da Saúde disponibiliza mais informações por meio do TeleHansen 0800-26-2001.
Juntas, Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo somam 63 casos da doença. Apenas Fabriciano preparou uma programação especial alusiva à data. As atividades começaram no último dia 21 e terminam neste sábado. A iniciativa contou com palestras, distribuição de panfletos em unidades de saúde e demais locais públicos. Em 2009, o município registrou 29 casos da doença, um número considerado alto pela Secretaria de Saúde. Em Fabriciano, o tratamento é feito no Centro de Especialidades e Programas de Saúde (Ceps). No local, pacientes de hanseníase e de outras doenças recebem tratamento diferenciado de segunda a sexta-feira, nos turnos matutino e vespertino. O endereço do Ceps é rua Quintino Alves, 105, bairro Nazaré.
Em Ipatinga, foram notificados 26 novos casos de pessoas com hanseníase em 2009. Neste ano, já foi registrado um caso da doença. Os interessados em tratamento devem procurar o Centro de Testagem e Aconselhamento da Unidade de Saúde do bairro Cidade Nobre (CTA), no horário das 13h às 18h, de segunda a sexta-feira. Já em Timóteo, oito pessoas estão em tratamento atualmente. O Programa de Controle e Tratamento da Hanseníase funciona no Centro de Especialidades de Timóteo (avenida Acesita, 1.560, bairro Primavera), no horário das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira.
Tratamento acessível
A hanseníase é um grave problema de saúde pública. O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking geral de casos descobertos anualmente - uma média de 49 mil casos nos últimos 10 anos. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a meta aceitável é de um caso a cada 10 mil habitantes. No Brasil, a endemia é grave, principalmente no número de casos novos entre a população infantojuvenil.
A doença é causada por uma bactéria conhecida como bacilo de Hansen. A patologia atinge a pele e os nervos, causando manchas avermelhadas ou esbranquiçadas no tecido. Os sintomas são formigamento, choques, câimbras e dormência. Além disso, a pessoa infectada pode apresentar ressecamento nasal, bem como feridas pelo corpo.
A transmissão da bactéria causadora da doença acontece por via respiratória. No entanto, assim que o tratamento é iniciado o paciente não propaga mais o bacilo. Por isso, é importante que, ao sentir qualquer sintoma, as pessoas procurem imediatamente uma Unidade Básica de Saúde. O tratamento é gratuito e dura de seis a 12 meses.
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