04 de fevereiro, de 2010 | 14:07
Adiado pela terceira vez
Julgamento de João Caboclo” é adiado pela terceira vez por falta de advogado
TIMÓTEO - Ainda não foi dessa vez que o ex-prefeito de Tarumirim, João Correia da Silveira, 53, sentou-se no bancos dos réus. na comarca de Timóteo.
Esperado para ser iniciado as 13h desta quinta-feira, o júri do ex-prefeito foi adiado porque o seu advogado de defesa, Jayme Resende comunicou que não poderia comparecer, por problemas de saúde.
A acusação seria feita pelo promotor Francisco de Assis Santiago, o Chico Preto, que veio de Belo Horizonte para atuar no juri.
Esse é o caso de maior repercussão incluido na pauta de julgamentos da Vara Criminal da Comarca de Timóteo neste mês de fevereiro, sob responsabilidade do juiz Ronaldo Batista de Almeida.
O ex-prefeito de Tarumirim, João Correia da Silveira, 53 anos, conhecido também como João Caboclo”, é acusado de mandar matar o aposentado Oliveira de Paula, 55 anos, em outubro de 2006, no Centro-Sul, em Timóteo.
Em 27 de março do ano passado, a Justiça condenou o vaqueiro Adriano Rodrigues Miranda, o Pitbull”, 25, a uma pena de 24 anos e dez meses de prisão, por matar Oliveira a mando do ex-prefeito. Além do homicídio, o acusado recebeu penas por sequestrar e roubar uma pessoa após o assassinato, durante a fuga.
Adriano Pitbull” responde ainda por outros crimes, como a morte de Jânio Neves Campos, ocorrida em Bugre, em 2006. Na época, a Polícia Civil de Timóteo, apurou que as execuções seriam planejadas por João Caboclo” a partir de um esquema: o Telemorte”. Pelo telefone, o ex-prefeito ordenava a morte dos seus desafetos, crimes que seriam praticados por Adriano.
A morte do aposentado Oliveira teria como motivação uma dívida de gado que ele tinha com o ex-prefeito. A vítima morreu na varanda de sua casa, na rua Marliéria, no Centro-Sul de Timóteo, no dia 7 de Outubro de 2006. O pistoleiro Adriano afirmou, em depoimento, que cobrava R$ 5 mil em troca de cada uma das mortes, sendo que R$ 2 mil eram pagos antecipadamente e o restante no fim do serviço”.
Terceiro adiamento
Esse é o terceiro adiamento do julgamento de João Caboclo. Em 6 de novembro de 2007, o ex-prefeito chegou a comparecer à sessão marcada, porém o seu advogado não compareceu e apresentou posteriormente um atestado médico. No dia 16 de abril de 2008, novamente o defensor do réu não compareceu, novamente alegando problemas de saúde.
Em 10 de setembro de 2007, o pistoleiro utilizado por João Caboclo por pouco não foi morto em Governador Valadares. O vaqueiro foi atingido por cinco tiros, disparados pelo cabo PM Marcos Almeida Araújo, 36.
Internado, Adriano confessou ter recebido uma encomenda no valor de R$ 60 mil para executar o delegado Lemos e o deputado estadual Durval Ângelo (PT), integrante da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de Minas Gerais.
Último assunto previsto na pauta de julgamentos
Na sexta-feira, o Tribunal do Júri faz o último julgamento da agenda na Vara Criminal. Trata-se da acusação de homicídio de Aglaup Juliana Silveira Oliveira. Aglaup é acusada de matar Gilmar Silveira de Souza, 46 anos à época.
Ele morreu vítima de facadas, no dia 23 de agosto do ano passado, após um encontro regado a crack na Chácara Gonzaga, na região do Limoeiro Velho, em Timóteo.
Na ocasião, a irmã de Aglaup chegou a ser presa como co-autora do crime, porém apurou-se que ela não teve participação no assassinato.
As duas mulheres usaram crack e a acusada manteve relação sexual com a vítima. Quando elas decidiram ir embora, cobraram os R$ 100 combinados antes do encontro, mas surgiu um atrito entre eles que acabou na morte de Gilmar.
A defesa da acusada será feira pelo advogado Jacy de Paula, que já anuncia a apresentação de uma tese pouco comum no caso: embriaguês involuntária.
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