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09 de fevereiro, de 2010 | 20:00

Pedestres “distraídos”

Pessoas abusam de preferência no trânsito e cometem imprudências

Wôlmer Ezequiel


ROSERVAL CARNEIRO PEDESTRE

IPATINGA - Nem só de motoristas e motociclistas imprudentes é feito o trânsito da cidade. Na edição de sábado (6), o DIÁRIO DO AÇO, publicou a reportagem “Pedestres invisíveis”, e mostrou a falta de atenção que os motoristas têm com quem anda a pé. Mas os transeuntes também não ficam pra trás quando o assunto é imprudência.
Em muitos casos, eles arriscam suas próprias vidas e a dos outros em troca de economizar alguns segundos em sua rotina do dia. Abusam da condição de terem preferência no trânsito. A reportagem voltou às ruas e flagrou o comportamento de quem anda a pé.
Na avenida Cláudio Moura, em frente à portaria da Usiminas no Centro da cidade, onde é intenso o fluxo de veículos, vários pedestres foram pegos atravessando a via correndo. A passagem subterrânea com placa indicativa existente no local é totalmente ignorada por muitos pedestres.
Wôlmer Ezequiel


NESTOR JOÃO COLUNA PESDESTRE

Espera
Por pouco um não é atropelado por uma motocicleta, outro ainda faz sinal para que os condutores lhe dêem preferência. O auxiliar de serviços Roserval Carneiro, 48, ficou dez minutos à espera de uma chance para atravessar. Tempo suficiente para que usasse a passagem subterrânea, sem riscos. “Estou com muita pressa para passar por baixo”, brinca.
Perigo
A travessia no trecho se torna mais perigosa quando o pedestre carrega alguma coisa na mão, costuma correr e se esquece que pode tropeçar e cair no meio da via. Para se justificar do comportamento incorreto, o aposentado Nestor João Coluna, 67, disse que só atravessa quando vem carro. “Eu não atravesso quando vem moto, é mais perigoso. Mas, já atravessei aqui tantas vezes que perdi o medo”, admite o aposentado, fadigado pela corridinha de um lado ao outro.
 
Wôlmer Ezequiel


ROSENIR E ROSANA PEDESTRE
Travessia
As amigas Rosenir Lopes, 37, e Rosana das Neves, 36, ambas auxiliares de serviços gerais, tentaram atravessar juntas a avenida, mas, não deu. Rosana vacilou e ficou para trás. “É mais fácil, ela (Rosana), provocar um acidente do que um carro. Ela deveria ter corrido como eu fiz”, diz Rosenir, que também ignora a passagem subterrânea. “Se eu for usar a passagem, vai me atrasar demais”, afirma.
Poucos minutos depois, chega Rosana fadigada do sol e do esforço que fez na travessia. “Ela é doida de atravessar isso daqui”. Mas, quando questionada porque não usou o mecanismo mais seguro para cruzar a pista, Rosana se entregou. “Tenho preguiça”, confessa.
Para a instrutora de uma autoescola, Alva Lúcia Coura, o pedestre que não obedece às leis de trânsito que lhe dizem respeito, dificilmente terá a atenção dos condutores. “Se ele não respeita a lei, como ele quer ser respeitado?”, questiona.
Wôlmer Ezequiel


ALVA LÚCIA PEDESTRE

 
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