11 de fevereiro, de 2010 | 19:38
Obrigatório em 2014
Airbags devem encarecer custo de veículos em cerca de R$ 2,5 mil
DA REDAÇÃO - O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva sancionou em março de 2009 a lei que torna o airbag equipamento obrigatório em todos os automóveis de passeio e utilitários esportivos no Brasil. As fábricas têm cinco anos para se adaptar à lei.
Assim, a partir de 2014, todos os carros produzidos no país contarão com airbag duplo de série. Os demais tipos de airbag continuarão sendo opcionais.
Atualmente, o valor médio do equipamento frontal sai por cerca de R$ 2 mil. No entanto, a expectativa é que a demanda em larga escala faça com que o valor seja reduzido, minimizando o impacto no preço final do veículo para os consumidores.
Distante
No Vale do Aço o proprietário da concessionária Guiauto Chevrolet, Leonel Guimarães, afirma que 2014 ainda está distante para prever os reflexos do acréscimo do valor do airbag nas vendas dos veículos, principalmente nos modelos mais baratos. Assim como ar refrigerado e a direção hidráulica já foram itens caros, com a produção em larga escala, os preços do airbag tendem a diminuir”, arrisca Leonel.
Mas na opinião do empresário como o item de segurança vai se tornar obrigatório o governo deveria isentá-lo de tributação. Em pacotes com outros opcionais, como freios ABS (Antilock Braking System ou Sistema de Freio Antitravamento), o valor do airbag sairá mais em conta. Mas estes opcionais, atualmente, são adquiridos por clientes que compram automóveis entre R$ 40 e R$ 50 mil”, destaca o proprietário da concessionária.
Prevenção e correção
A partir de 2014, os veículos mais antigos não precisarão buscar as concessionárias e lojas de equipamentos automotivos para instalação de airbag. E nem tem jeito de fazer isso. Os airbags só podem ser instalados nas fábricas”, adianta o gerente de pós-venda da Guiauto, Nilton José de Barros.
Depois de instalados, o equipamento no painel só é acionado em caso de batidas frontais fortes. Funciona em conjunto com os cintos de segurança. Na hora da batida, os cintos travam o carona e o condutor, e depois os airbags são acionados”, explica Nilton.
Para o gerente, mais eficaz do que equipar veículos com airbag seria investir nos freios ABS. Cerca de 30% dos acidentes não ocorreriam se os veículos fossem equipados com o ABS. Este tipo de freio previne o acidente. O airbag é um tipo de corretivo ao acidente”, resume.
É o que confirma o proprietário da Afirmativa Administradora e Corretora de Seguros, Gunter Sampaio Cota. Não há descontos no valor do seguro se o carro for equipado com airbag e freios ABS. Mas com o ABS, as chances do veículo bater são menores. E cada vez que o proprietário do carro renova o seguro sem ter sofrido acidentes, ganha descontos”, esclarece Gunter.
Equipamento pode
não salvar vidas
Para o coordenador do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Ipatinga, o médico Geraldo Martins, o airbag evita em muitos acidentes a morte dos passageiros dos veículos. Em colisões frontais, tão comuns no trecho da BR 381 até Governador Valadares, o airbag evitaria o impacto da cabeça e do tórax dos condutores contra o parabrisa, preservando a vida”, analisa.
As condições das estradas somadas à imprudência dos motoristas são as principais causas de acidentes de trânsito, na opinião do gerente administrativo do SAMU, Otacílio Neves Oliveira. Mas nem sempre o airbag consegue evitar a fatalidade das colisões. Em nossos registros, já houve caso de acidente de trânsito com veículo equipado com airbag em que as vítimas morreram. O impacto da batida foi tão forte que os passageiros não se salvaram”, pondera Otacílio.
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