11 de fevereiro, de 2010 | 21:12
Pesquisa para o pré-sal
Usiminas e UFRJ assinam convênio de cooperação científica e tecnológica
DA REDAÇÃO - A Usiminas e o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro, firmaram ontem (11) acordo de cooperação científica e tecnológica. O documento foi assinado no Centro de Tecnologia da instituição, na Ilha do Fundão, pelo vice-presidente de Negócios da Usiminas, Sérgio Leite, e pelo diretor de Tecnologia e Inovação da Coppe, Segen Estefen.
O primeiro projeto do convênio será um estudo para possibilitar uma melhor aplicação do produto siderúrgico no aquecido e crescente mercado de tecnologias voltadas para a exploração de petróleo em alto-mar. O objetivo do estudo será ampliar a compreensão de características e fenômenos metalúrgicos que determinam as propriedades de aços para tubos.
Coordenados pelo professor do Coppe Oscar Rosa Mattos, os testes serão realizados no Laboratório de Ensaios Não Destrutivos, Corrosão e Soldagem (LNDC) do Coppe, um dos mais modernos do mundo e cuja atividade é focada no combate à corrosão e à danificação de estruturas usadas pela indústria do petróleo.
A assinatura do acordo marca o início de uma aproximação da Usiminas com o Coppe e a UFRJ, que será consolidada com a implantação de um centro de pesquisa da siderúrgica no Parque Tecnológico da Cidade Universitária, na Ilha do Fundão.
Ao longo de 2010, a Usiminas irá investir R$ 28,9 milhões na área de pesquisa e inovação, aumento de aproximadamente 50% em relação ao orçamento de 2009. Grande parte desse investimento será direcionado a estudos voltados ao desenvolvimento e fabricação de aços com maior valor agregado, para uso em setores que demandam aços com requisitos de desempenho mais restritivos.
Laboratório
Inaugurado em abril de 2009, o LNDC tem 8 mil m² de área construída e conta com equipamentos de última geração. Projetado para testar equipamentos e materiais que serão utilizados na exploração do pré-sal, esse empreendimento, no valor de cerca de R$ 40 milhões, foi financiado pela Petrobras e pelo Fundo CT- Petro, através da Agência Nacional do Petróleo.
O laboratório possui dois grandes tanques de testes: um com água e outro seco. No primeiro, com 12 metros de comprimento, 6 de largura e 7 de profundidade, serão realizados ensaios hidrostáticos, inspeção submarina e fadiga de duto, fundamentais para testar a integridade de equipamentos que entrarão em operação nos campos de petróleo. No segundo tanque, onde serão efetuados ensaios para detectar danos internos nos materiais, por meio de raios gama e raios X, será instalado um acelerador de partículas, único do gênero no país, permitindo a inspeção de grandes equipamentos. Com ele será possível radiografar raisers flexíveis, por exemplo, usados para produção de petróleo no mar.
O laboratório contará com oito câmaras especiais para ensaios com H2S e CO2, em altas pressões e temperaturas, trabalhando com células em autoclaves (alta pressão) e loops (circuito fechado), especialmente concebidos para esta finalidade. Os testes proporcionam maior confiabilidade aos materiais, prevenindo riscos financeiros e ambientais.
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