20 de fevereiro, de 2010 | 17:52

Projeto propõe atividades para moradores de rua

Ideia surgiu de um próprio morador de rua durante uma oficina no projeto Videiras

Gizelle Ferreira


ANDARILHOS MORADOR DE RUA

Com atualização em 22/02/2010
Ipatinga – Os moradores de rua que participam do Projeto Videiras, em Ipatinga, tiraram a manhã desta sexta-feira (12), para melhorar o visual da Praça José Júlio da Costa, situada no centro da cidade.
Durante toda a manhã, eles realizaram a pintura do meio fio, estrutura de proteção das árvores e bancos existentes no local. Além do trabalho estético, eles aproveitaram para fazer uma limpeza na área, comumente utilizada como residência por muitos deles.  

De acordo com Edinaldo Felipe dos Santos, pastor presidente da entidade que realiza trabalhos sociais com pessoas em situação de rua no município, a pintura da praça surgiu de uma sugestão dos próprios desabrigados. “A ideia surgiu de um morador de rua durante uma oficina. Contudo, este é apenas um dos trabalhos educativos e psicológicos desenvolvidos para este público”, declarou.
Além das oficinas educativas, o projeto oferece comida e banheiro aos integrantes do programa. O Projeto Vieiras recebe atualmente dez marmitas para oferecer aos desabrigados. “Para receber o marmitex, o morador de rua precisa participar das oficinas. Elas servem para ajudá-los a desenvolverem a consciência da necessidade da higiene pessoal, dentre outras melhorias. Durante o tempo em que eles estão no
Projeto, por exemplo, eles não bebem e nem se drogam. Contudo, seria necessário que houvesse algum lugar para lhes dar apoio durante à noite”, alegou Edinaldo.

Referência
Para Cláudio Alencar Fernandes, 46 anos, ex-morador de Santana do Paraíso é um dos mais antigos integrantes do projeto. “Já perdi as contas de quanto tempo estou participando das oficinas. Já diminui o consumo de álcool e sinto como se estivesse em família”, contou.
A moradora de rua Claudinéia Alves Farias, 33 anos, há dois participa do projeto. Para ele, a sede do projeto se tornou um refúgio para que ela diminuísse o consumo de crack. Mãe de três filhos, ela deixou a família em Coronel Fabriciano para morar na praça.
“O pessoal do projeto é tão carinhoso e atencioso comigo, que eu preferi largar tudo. Sei que as pessoas não entendem. Mas, este é o único lugar em que me sinto bem e esqueço de usar drogas. Uma coisa que ninguém da minha família conseguiu fazer”, disse.
O Projeto Videiras funciona na Praça José Júlio da Costa, nº 60, no Centro de Ipatinga.
 
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário