24 de fevereiro, de 2010 | 18:49
Há quatro anos no improviso
Obras da Escola Professora Haydée, em Timóteo não saem do papel
TIMÓTEO Alunos, pais, professores e demais funcionários da Escola Estadual Professora Haydée de Souza Abreu, no bairro Limoeiro, esperam, ansiosamente, pelo início das obras do estabelecimento nesta quinta e sexta-feira (25 e 26). É que segundo as últimas informações recebidas pelo diretor da escola, José Vespasiano, os trabalhos devem começar ainda em fevereiro deste ano.
Na secretaria de Planejamento do Estado, me informaram que as obras dependiam apenas de uma mudança na estrutura do projeto. Informalmente, soube que o entrave à obra é a retirada de um poste de energia. A Prefeitura Municipal de Timóteo nos enviou um ofício informando que está disposta a ajudar neste processo. A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) nos informou que, para retirar o poste, precisa de uma contrapartida da prefeitura”, resume o diretor.
José Vespasiano ainda acrescenta que tudo o que podia ser feito por parte da escola e da Superintendência Regional de Ensino (SRE) foi cumprido. É o que confirma a supervisora Regional da SRE, Terezinha Maria Inácio Alves Caetano. Cumprimos com a nossa parte. Falta apenas um parecer da prefeitura solicitando a retirada de postes e rede de esgoto para o início das obras”, assegura a supervisora.
A verdade é que não temos informações concretas e a situação dos alunos e professores é cada vez mais preocupante. Precisamos da união dos poderes constituídos para cobrar resultados mais incisivos”, solicita o diretor.
Cronograma
De acordo com assessoria de imprensa da Prefeitura de Timóteo, não existe nenhum impedimento para o início das obras de construção da Escola Estadual Professora Haydée de Souza Abreu. Os dois problemas citados (remoção/deslocamento de postes e redes de esgoto) não afetam a execução do cronograma previsto da obra.
A Secretaria de Obras enviou solicitação à empresa Cemig, no mês de janeiro, para o remanejamento dos postes. A reportagem do DIÁRIO DO AÇO entrou em contato com a assessoria de comunicação da Cemig, mas não recebeu resposta até o fechamento desta edição.
A questão da rede de esgoto será resolvida na próxima semana, conforme cronograma já definido no início do ano.
Peleja improvisada
Desde 2006, os heróicos estudantes assistem às aulas em um prédio em péssima situação, situado na avenida Pinheiro, no bairro Limoeiro. Era para nos atender por seis meses e já faz quase cinco anos que ministramos aulas em local nada apropriado. À noite, ainda usamos outro prédio anexo, a 150 m do atual, para conseguir ministrar aulas a 14 turmas”, revela José Vespasiano.
No prédio da avenida Pinheiro, as paredes são improvisadas com divisórias de fórmica, que dividem as salas, a secretaria e a cantina. Os banheiros estão cheios de rachaduras. As salas de aula não oferecem o mínimo de conforto para os alunos. O calor insuportável torna o aprendizado um grande desafio.
Temos bons resultados, com alunos aprovados nos vestibulares. Imagine se tivéssemos condições de ensiná-los com conforto? As paredes não suportam os ventiladores fixos. Utilizamos os portáteis, que não refrescam o ambiente. Diariamente lido com adolescentes passando mal por causa do calor intenso”, desabafa Vespasiano.
Já a biblioteca é uma espécie de depósito de livros. Quem quiser lê-los deve levar para casa porque o espaço não é nada próprio para a leitura. Os alunos sofrem muito com estas condições e são até bastante educados e tolerantes. Mas não sei mais o que fazer. A situação está insustentável”, resume o diretor.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

















