25 de fevereiro, de 2010 | 20:50

Mesquita quer sediar indústria farmacêutica

Audiência pública no próximo domingo coloca em debate doação de área para cooperativa farmacêutica

Alex Ferreira


COOPERFARMA

IPATINGA – Sediar uma indústria farmacêutica a partir do trabalho em regime cooperativista é expectativa do município de Mesquita. O assunto será debatido em audiência pública no próximo domingo às 10h na Igreja Santo Antônio. Em entrevista ontem à tarde na sede da Associação dos Municípios do Vale do Aço (Amva), o prefeito de Mesquita, José Euler (PPS) e os idealizadores do projeto explicaram os detalhes da proposta.
Um dos coordenadores, o farmacêutico Paulo Abreu contou que a ideia de implantação de uma indústria farmacêutica no Vale do Aço existe há oito anos, um processo com várias etapas, que chega agora à formação de uma cooperativa para a sua viabilização. O estágio atual, explica Paulo Abreu, já passou pela busca de apoio de um município interessado, no caso, Mesquita.
A próxima etapa é o planejamento estratégico. Segundo o cronograma, dentro de três anos a indústria deverá estar em funcionamento. A expectativa é que sejam gerados 150 empregos diretos. Os valores a serem investidos ainda serão definidos na elaboração do plano de negócios.

A diretora industrial da cooperativa, Daniela Moreira, explica que a definição sobre o que será produzido passará pelo atendimento da necessidade da lista básica do Sistema Único de Saúde, com um custo mais acessível. Posteriormente, a empresa atenderá a outros mercados. Em relação ao licenciamento e certificados necessários para a operação da indústria farmacêutica, Daniela esclarece que essa será uma etapa que exigirá rigor técnico junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária. “Nosso foco será o trabalho com produtos genéricos e o mercado brasileiro ainda tem uma perspectiva muito boa neste sentido”, destacou.

O farmacêutico Paulo Abreu explicou que a Cooperativa de Produção Farmacêutica do Vale do Aço (Cooperfar), é composta por 30 pessoas, entre 16 professores universitários e outros 14 profissionais de diversas áreas, entre eles, advogados e consultores.

O diretor de assuntos regulatórios, Rômulo Chaves, explica que a definição do grupo pelo modelo de cooperativa está relacionada ao anseio social do projeto e pelas possibilidades que o modelo gera, até na hora de firmar convênios. “O cooperativismo institui também possibilidades para o desenvolvimento em uma região carente de emprego e desenvolvimento social”, citou.  

A expectativa do grupo é buscar recursos junto ao programa do governo federal de apoio à industria farmacêutica, o Profarma, com linha de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES). A diretora administrativa e financeira, Gizele Oliveira, explica que os valores a serem investidos na indústria ainda serão definidos no plano estratégico, que será depois apresentado aos agentes financeiros, como o BNDES.

Município propõe doação de imóvel

O prefeito de Mesquita, José Euler, explicou porque o município se interessou em aproximar-se do projeto da Cooperfar. “Conhecemos a proposta e a única coisa que o município poderia oferecer como contrapartida seria a área onde poderá ser construída a sede da indústria”, explicou.

O terreno em questão tem 40 mil metros quadrados, às margens da MG 232, na saída de Mesquita para Joanésia. O prefeito acrescentou que será feita uma doação da área, a ser discutida na Câmara Municipal. “Também decidimos ouvir a população, o que será feito em audiência pública no próximo domingo”, concluiu.    
 
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