08 de abril, de 2010 | 22:37
Paralisação parcial
Professores da rede estadual de ensino reivindicam piso salarial nacional de R$ 1.312 para o nível médio
IPATINGA As escolas da rede estadual do Vale do Aço estão parcialmente paralisadas em função do estado de greve por tempo indeterminado, decretada pela categoria. Mas algumas escolas funcionaram com poucos alunos e professores.Ontem, na Escola Estadual Nilza Luzia Butta, no bairro Caravelas, alguns professores comparecem para dar aula, mas não havia alunos. Na parte da tarde, somente uma sala de aula estava funcionando. A professora da turma aproveitou a paralisação para oferecer aulas de reforço.
Já na Escola Estadual João XXIII, os 1.994 alunos ficaram sem aula. A paralisação foi total. Na unidade, havia apenas funcionários dos serviços gerais. A diretoria do educandário garantiu que hoje as aulas voltariam ao normal.
Em Coronel Fabriciano e Timóteo, o movimento também foi parcial. Na Escola Alberto Giovanini, em Fabriciano, a paralisação foi total. Os professores aguardam uma posição do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE). Já na Escola Ana Letro, no período da manhã de ontem três salas de aulas funcionaram normalmente e na parte da tarde, apenas duas.
Segundo a direção da escola, as aulas serão normalizem hoje. Conforme o Sindicato, não há como contabilizar o número total de alunos sem aulas. Isso porque algumas escolas aderiram parcialmente ao movimento. Então, não temos como precisar quantas escolas paralisaram totalmente”, explica a diretora de comunicação do Sind-UTE, Maria Aparecida de Lima.
Reivindicações
O Governo do Estado apresentou uma proposta de reajuste de 10% para a categoria que, em Minas, reúne cerca de 200 mil servidores. Eles reivindicam piso de R$ 1.312 para o nível médio.
Além das reivindicações salariais, o Sind-UTE exige o pagamento integral de todas as vantagens aos trabalhadores quando eles estiverem em licença médica e pagamento aos designados proporcionalmente aos meses trabalhados, independentemente da data de designação.
Outras reivindicações são o direito a vale-transporte para trabalhadores que precisam de condução para o trabalho; vale-alimentação para todo o funcionalismo; pagamento de insalubridade para auxiliares da educação básica; fornecimento, pelo Estado, de uniformes completos e equipamentos para o desenvolvimento do trabalho; e recomposição dos valores salário-família.
O Sind-UTE quer também a adoção de eleições diretas e democráticas para a direção das escolas, a homologação do concurso de auxiliares de serviços da educação básica e a prorrogação do prazo de validade dos concursos em vigência.
Outros pontos da pauta: definição de política de saúde com a implantação de programas de prevenção e garantia do reconhecimento das doenças profissionais; reestruturação do Ipsemg, inclusive com ampliação do seu quadro de funcionários; informatização e convênios médicos para áreas com maior demanda, oferecendo atendimento em todas as especialidades médicas na capital e no interior.
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