13 de abril, de 2010 | 20:28

“Minha Casa” ainda é sonho no Vale do Aço

Um ano após lançamento do programa, famílias aguardam financiamento

Arquivo/DA


CASAS POPULARES

IPATINGA – O programa “Minha Casa Minha Vida” completou um ano de lançamento e já ganhou sua segunda versão no novo projeto do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). No Vale do Aço, essa modalidade ainda não contemplou nenhuma família com renda de até três salários mínimos. E fica ainda nos sonhos de milhares de famílias que poderiam financiar a casa própria com parcelas de R$ 150, conforme projeto do governo.
O embargo das construções em Ipatinga dificulta o andamento do programa porque impede as construtoras de avançarem em seus projetos, segundo o gerente geral da Caixa Econômica Federal, Selim Oliveira. Conforme explicou, uma construtora aguarda o sinal verde para protocolar o seu projeto na Prefeitura de Ipatinga para construir 720 apartamentos no Bom Jardim, que seriam destinados para financiamentos através do programa.
Em Timóteo, cinco mil famílias se inscreveram e continuam à espera da casa própria. A administração municipal afirma que serão construídos 192 apartamentos no bairro Alegre. Outras áreas estão em fase de estudo e aguardam a documentação do terreno, mas a realidade é que nenhuma família foi contemplada com o financiamento.
Na Prefeitura de Coronel Fabriciano não houve o sistema para cadastro de famílias. Segundo a secretária de Planejamento Urbano, Luzia Rabello, a PMCF não possui terreno próprio para a construção de moradias. Seria preciso uma iniciativa particular para o desenvolvimento do programa e só então a administração poderia fazer o processo de seleção das famílias interessadas. De acordo com ela, algumas construtoras estudam a possibilidade de iniciar projetos habitacionais em Fabriciano para financiamentos através do programa.
“Por causa da valorização de terrenos em nossa região, a construção de imóveis a preços populares pré-estabelecidos pelo governo federal se torna inviável para as construtoras”, afirma. Luzia Rabello acredita que o sucesso do programa em outros municípios só foi possível devido aos preços mais baratos dos terrenos que não comprometeram o custo final da obra e não ultrapassaram o limite do crédito.

Programa
O programa Minha Casa Minha Vida foi lançado pelo governo federal no dia 13 de abril de 2009, em parceria com estados, municípios, empresas e movimentos sociais, para facilitar o acesso à casa própria e incentivar a geração de empregos através da construção civil.
Para as famílias que ganham até três salários mínimos a prestação mensal só pode atingir o equivalente a 10% da renda familiar. Neste caso, os financiamentos dependem de subsídio do governo federal a partir de um cadastro feito nas Prefeituras. 
Para as famílias enquadradas na renda familiar de três a 10 salários mínimos, o financiamento pode ser feito diretamente em uma das agências da Caixa Econômica Federal, nos municípios inscritos pelo programa habitacional. Na região, 120 famílias em conjunto conseguiram financiar sua casa própria através deste sistema no bairro Cidade Nova, em Santana do Paraíso.
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