13 de abril, de 2010 | 23:00

Diretório Municipal do PT é dissolvido

Intervenção estadual tira Lene Teixeira da presidência. Diretório não teve eleição interna por falta de entendimento entre grupos.

Alex Ferreira


LENE TEIXEIRA

IPATINGA – Uma reviravolta dentro do PT aponta para uma dificuldade da legenda em construir a unidade desejada. Na terça-feira (13), a pré-candidata da legenda no pleito marcado para outubro e presidente do Diretório Municipal há cerca de quatro anos, Lene Teixeira, foi retirada do comando do partido. Informações de bastidores asseguram que a medida foi fruto de um “golpe branco” da direção executiva estadual do partido, que seria favorável à candidatura da deputada estadual Cecília Ferramenta.
“A decisão foi tomada durante reunião da Executiva Estadual na segunda-feira. O acordo era que o processo de eleição direta (PED) do PT ocorresse somente em dezembro. No entanto, diante da insistência de Lene em manter a candidatura no pleito extemporâneo, o único recurso que eles tiveram foi retirá-la da presidência. Foi um golpe”, lamentou um membro da direção do partido. A direção do partido em Ipatinga foi dissolvida e uma comissão provisória teria sido formada para atuar até que seja definido o novo presidente.
Procurada pela reportagem, a assessoria de comunicação da Executiva Estadual disse desconhecer o fato. Segundo o subsecretário de comunicação da Executiva, Marcos Gimenez, a mudança na presidência do Diretório Municipal não teria sido colocada em pauta na reunião de segunda-feira. “A decisão deve ter sido tomada em âmbito local”, justificou.

Racha
Na eleição extemporânea, convocada inicialmente para 18 de outubro passado, o Partido dos Trabalhadores em Ipatinga ficou dividido. A maioria dos membros da executiva municipal do PT optou pela pré-candidatura de Lene Teixeira, em detrimento do nome da deputada estadual Cecília Ferramenta. O chamado “Grupo Ferramenta” decidiu então apoiar informalmente Rosângela Reis (PV).
O casal Ferramenta chegou a ser ameaçado de expulsão do partido. O caso foi parar no Diretório Estadual do PT, em Belo Horizonte. A polêmica aconteceu concomitantemente com o PED, quando o racha ficou ainda mais evidenciado.
Na época, para evitar o agravamento da crise, a Executiva Estadual do PT manteve a impugnação da chapa Ferramenta e da chapa de Lene Teixeira, cancelando o PED para a escolha do presidente municipal do PT. O processo de eleição direta transcorreu, então, sem que os filiados pudessem votar para a direção do partido em âmbito municipal.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário