14 de abril, de 2010 | 20:27
Reserva de estacionamento vira polêmica no Veneza
Lojistas não conseguem entrar em acordo sobre vagas na avenida Macapá
IPATINGA Comerciantes da avenida Macapá, no bairro Veneza I, divergem sobre o espaço reservado para vagas de estacionamento de veículos. A discordância está principalmente em um trecho na avenida onde há várias lojas especializadas em móveis. Alguns donos acusam outros proprietários de demarcarem vagas para clientes e para o próprio uso. Dono de uma loja de informática, Alex Sandro de Paulo acionou a reportagem do DIÁRIO DO AÇO para falar sobre a polêmica. Segundo ele, os donos dos estabelecimentos chegam a colocar cones para reservar as vagas, o que limita a chance de clientes de outros segmentos que também deveriam ter direito ao estacionamento.
Os lojistas limitam as vagas prejudicando a área para os clientes das demais lojas. Se todo mundo fizer isso não terá comprador nenhum”, reclamou. Os meus clientes quando vêm até a loja param na rua de trás (Laguna). Na maioria dos casos, sou obrigado a ir até eles para buscar algum equipamento no carro, isso tudo porque alguns se julgam donos das vagas na avenida”, lamenta.
Por outro lado, os comerciantes acusados de demarcar vaga se defendem. Alegam que os cones colocados são para facilitar as operações de carga e descarga, já que o trecho possui apenas uma placa para esse tipo de serviço. A proprietária de um dos estabelecimentos, Érika Puntigan, confirma a utilização dos cones, mas explica como isso é feito. Como não há espaço para carregar e descarregar, o motorista entra em contato com a gente e diz que está chegando. Neste momento, começamos a olhar a vaga e marcá-la para que nosso serviço não fique prejudicado. Depois disso a gente retira os cones, liberando o estacionamento para qualquer pessoa”, garante. Nós não guardamos vagas para nossos clientes e nem para nossos funcionários. Estacionamos nossos carros nas ruas paralelas”, acrescenta a comerciante.
O fato é que vale de tudo para ocupar um espaço na avenida. Além dos cones, até mesmo uma cadeira serve para demarcação. Já dei três voltas, preciso parar por aqui e não consigo, o jeito será vir outra hora”, disse o motorista José Gomes dos Santos.
Diagonal
Gilma Rezende, dona de outra loja na avenida, informou que fiscais da administração municipal, por diversas vezes, já passaram recolhendo os cones, sem adiantar muito. Todos aqui fazem isso, porque não existe local para carregar e descarregar nossas mercadorias. A Polícia Militar chama a nossa atenção se o caminhão ficar parado no meio da via, e também por causa dos cones. Mas ainda não estou vendo outra solução”, afirma, acrescentando que a única placa indicando a reserva para carga e descarga no local fica em frente a uma loja que possui quatro caminhões.
Não é culpa da loja, se ela tem essa quantidade toda de caminhão. O serviço precisa ser feito e isso demora quase o dia inteiro. Eu acredito que a placa de carga e descarga tinha que informar também o tempo de permanência dos veículos, para que a situação não seja monopolizada”, sugere.
A comerciante Marília Gomes Franco Silva pondera que a situação é uma faca de dois gumes”. Eu vejo as duas situações: lojistas que guardam vagas para seus clientes e estabelecimentos que reservam estacionamento para carga e descarga. A situação é complicada, porque todo mundo quer e precisa estacionar, não é verdade? Eu acho que aqui deveria, sim, ter as placas e ainda o estacionamento na diagonal”, pontua.
Prioridade
O Departamento de Trânsito da administração municipal explicou, por meio da assessoria de Comunicação, que situações dessa natureza devem ser protocoladas na Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente. O pedido será analisado para verificar a necessidade de tal procedimento. O comunicado esclarece que o comerciante que se sentir lesado pode procurar a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), já que a entidade realiza um trabalho de mapeamento para ver onde há necessidade de colocar a placa de carga e descarga.
O presidente da CDL, Márcio Penna, informou que o Veneza I não é prioridade no momento neste trabalho de mapeamento. No entanto, prometeu analisar a situação. Vou conversar com os comerciantes do local e ver qual a necessidade e a emergência e levar o resultado disso para a prefeitura”, afirma.
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