14 de abril, de 2010 | 23:00
Paralisação atinge Ministério do Trabalho
Polícia Federal também faz greve, prejudicando emissão de passaporte
IPATINGA Depois da greve dos professores das redes municipal e estadual agora é a vez de o pessoal do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e da Polícia Federal paralisar as atividades. Quem precisou utilizar os serviços do MTE nos últimos dois dias encontrou as portas fechadas e avisos informando que a greve é por tempo indeterminado.
Os grevistas reivindicam melhores condições de trabalho e de atendimento à população e a implantação imediata de um plano de carreira específico para a categoria, além da regulamentação da jornada de 30 horas semanais, com dois turnos de seis horas cada um. A paralisação foi aprovada em assembleia no dia 31 de março, uma vez que o governo teria paralisado as negociações.
Esta é a segunda greve do Ministério do Trabalho em quatro meses. Em novembro do ano passado, a paralisação durou 35 dias e foi suspensa depois que o governo se comprometeu a negociar com a classe. Com o movimento ficam prejudicados os atendimentos de seguro desemprego, emissão da carteira de trabalho, homologação de rescisão de contrato trabalhista e recebimento de acordos e convenções. O único serviço em funcionamento é o da fiscalização.
Já a Polícia Federal realizou nesta quarta-feira uma paralisação de 24 horas para reivindicar a reestruturação salarial equiparada a outros cargos de nível superior do Executivo. De acordo com o policial federal Alex Guerson Gonçalves, representante do Sindicato dos Policiais Federais em Governador Valadares, há seis anos os salários estão defasados.
O reajuste reivindicado é de cerca de 24%. Segundo o agente policial, de 2002 a 2009 o governo federal deu reajuste de 552% a algumas classes do Executivo, enquanto a PF teve, no mesmo período, 83%. Atualmente, a Delegacia da Polícia Federal de Governador Valadares, que tem sob a sua jurisdição 182 cidades, conta com um efetivo de 37 policiais. Ontem, durante a paralisação, ficaram comprometidos os serviços de entrega de passaportes, depoimentos, atendimento a estrangeiros e operações rotineiras.
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