15 de abril, de 2010 | 18:25
Um empreendimento de R$ 30 milhões
Hospital Metropolitano Unimed Vale do Aço entra na segunda etapa
FABRICIANO A construção do Hospital Metropolitano Unimed Vale do Aço entrou na segunda etapa. Lançada nesta quinta-feira (15) em Coronel Fabriciano o projeto prevê investimentos de R$ 30 milhões só na construção, e visa ampliar os serviços prestados pelo plano de saúde para tornar-se uma referência médico-hospitalar no Leste mineiro.
A proposta foi lançada em 2008 e, em julho de 2009 iniciada a terraplenagem da área, seguida da instalação das estacas. A sede do Hospital Metropolitano fica entre os bairros Santa Terezinha e Mangueiras.
O empreendimento terá 75 leitos convencionais e 10 leitos de Unidade de Terapia Itensiva, oito salas de cirurgia além de um Pronto Socorro com seis consultórios de especialidades. A unidade contará também com laboratório de análises clínicas, centro de diagnóstico por imagem (equipamentos de hemodinâmica, desintometria óssea, mamografia, ultra-som, endoscopia, raio-x, tomografia e ressonância magnética), recepção e auditório.
Ao receber cooperados, representantes das associações comerciais do Vale do Aço e autoridades, o diretor presidente da Unimed Vale do Aço, Jéferson de Almeida Miranda disse que a segunda etapa das obras deve terminar dentro de dois anos, com o hospital funcionando.
Quando isso acontecer, os dois hospitais mantidos pela Unimed, em Ipatinga e em Coronel Fabriciano, terão mudança de foco no atendimento. Não serão extintos, mas funcionarão com outros serviços”, adiantou o diretor.
Contorno rodoviário
O Hospital Metropolitano Unimed Vale do Aço é viabilizado com recursos próprios, segundo informou o diretor presidente da Cooperativa. Ele acrescentou que a Unimed tem verba em caixa para a etapa que se inicia na obra e disse não acreditar que haverá necessidade de recorrer aos agentes financeiros, como o BNDES.
De qualquer forma, já fizemos uma reserva junto a uma cooperativa nossa. Caso haja necessidade, a gente poderá lançar mão. Foi só para nos resguardarmos de algum imprevisto”, frisou.
Jéferson Almeida também acrescentou que a Unimed vai lutar pelo acesso a Coronel Fabriciano, via contorno rodoviário. É uma reivindicação antiga da comunidade e que passa a ser trabalhada por nós também junto aos políticos da região, porque facilita o acesso de Timóteo e de Ipatinga ao Hospital Metropolitano”, destacou.
Economia
O prefeito de Coronel Fabriciano, Francisco Simões (PT), lembrou o aspecto regional do hospital Unimed e os efeitos econômicos imediatos da obra, com a geração de emprego e renda.
Também sou cooperado e o que se busca com esse investimento é uma estrutura melhor para atender os clientes. Cada vez mais os planos de saúde são cobrados. Se investimentos dessa natureza não ocorrerem, as empresas terão as mesmas queixas que hoje tem do SUS”, observou.
Foco no desenvolvimento
O presidente da Associação Comercial de Coronel Fabriciano, Ivair Andrade, destacou a importância da obra do Hospital Metropolitano do Vale do Aço, na geração de empregos e por colocar o município como destino de pessoas de toda a região. Com isso, ele acredita, que haverá movimentação no comércio também. O comércio e o prestador de serviços de Fabriciano estão preparados para atender a esse tipo de demanda”, frisou.
Ivair Andrade lembrou que a maior parte dos grandes investimentos na atualidade tem vindo do setor privado e que o setor público precisa acordar também e não ficar para trás. Mesmo passando por crises e sobrecarga tributária, é o setor que mais cresce. O setor público parece-nos que acomodou, mesmo em nível de investimentos em infraestrutura. Precisamos rever isso e exigir que o setor público também dê a sua cota no crescimento regional”, frisou.
Sem prejuízo da ETE
O engenheiro responsável pela obra do Hospital Metropolitano, Pedro Paulo Rodrigues de Souza, prevê a entrega da obra dentro de 24 meses. Pedro Paulo explica que a construção, que já é executada pela Guimarães Construção LTDA, está na fase da superestrutura e deverá gerar de 200 a 300 empregos diretos na construção civil.
Questionado sobre a possibilidade da construção pela Copasa, da Estação Tratamento de Esgoto, prevista para uma área ao lado, o engenheiro explicou que tudo foi pensado. De qualquer forma a Agência Nacional de Vigilância Sanitária já exige que o hospital tenha uma ETE. Se o projeto municipal já contempla uma ETE aqui ao lado, vamos aguardar o projeto”, explicou.
Também em função da temperatura elevada na região, o engenheiro acrescentou que o projeto prevê todas as unidades do hospital lacradas e climatizadas.
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