19 de abril, de 2010 | 18:12

Alunos da rede estadual estão sem aula há 12 dias

Reposição das aulas só será definida após o fim do movimento grevista

Wôlmer Ezequiel


GREVE2
IPATINGA – Enquanto o impasse entre professores e governo continua, mais de 16 mil alunos estão sem aulas no município desde o dia 8 de abril. A greve já atingiu 75% das escolas. Segundo o sindicato da categoria, o calendário com as reposições da aula só sairá após o término da paralisação.  
Na semana passada os professores da rede estadual de ensino decidiram manter a greve por tempo indeterminado depois que o governo apresentou uma contraproposta que não contempla os interesses salariais dos profissionais.
Dentre as propostas do governo estão a realização de concursos públicos para preenchimento de cargos na Educação, aumento no percentual de servidores que podem gozar férias prêmios, realização do processo de certificação dos diretores escolares até o final deste ano e consulta à comunidade para a indicação de candidatos ao cargo em 2011
O principal ponto, entretanto, é a melhoria dos salários dos professores. O governo ainda não se posicionou sobre a questão. Em nota, o governo justificou que o projeto aprovado pela Assembléia Legislativa de reajuste de 10% “representa um enorme esforço financeiro”.
Atualmente o professor de nível técnico recebe como salário base R$ 356. Este valor sobe para R$ 750 se forem somados os benefícios e as vantagens. Já o professor que possui curso superior, recebe R$ 550 de salário, que com os benefícios resulta em um vencimento mensal de R$ 850. Os servidores reivindicam o piso salarial de R$ 1.312.

Inconfidência
Nesta quarta-feira (21), feriado de Tiradentes, o governo concede a Medalha da Inconfidência em Ouro Preto a personalidades que contribuíram para o prestígio e a projeção mineira. Paralelo ao evento, o comando de greve dos professores vai realizar em São João Del Rei um ato político denominado “Desmedalha ao governo”.
No ano passado, os representantes do Sind-Ute foi à Ouro Preto, mas não puderam se aproximar da solenidade. “Enquanto eles medalham, nós vamos desmedalhar os governantes. O que o governo propôs faz parte das nossas reivindicações, mas, não podemos abrir mão de melhores salários”, disse a diretora de comunicação do Sind-Ute, Aparecida Lima.

 
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