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19 de abril, de 2010 | 22:00

Guichê como moradia

Há cerca de seis anos mulher vive no terminal rodoviário

Silvia Miranda


DANIELA RODRIGUES

FABRICIANO – Uma mulher de aproximadamente 50 anos vive sem qualquer estrutura em um guichê desativado da rodoviária de Coronel Fabriciano. Segundo funcionários do terminal, a mulher estaria morando no local há mais de seis anos. Em alguns momentos ela tem comportamento agressivo e chega a ameaçar funcionários e usuários. Ao conversar com a reportagem do DIÁRIO DO AÇO, a mulher se identificou como Daniela Rodrigues da Silva e demonstrou instabilidade emocional. Afirma ser uma funcionária da rodoviária, utilizando o guichê apenas para descanso no período em que trabalha como vigia à noite.
A funcionária Maria das Graças da Silva disse que há seis anos trabalha no terminal rodoviário e, durante todo esse tempo, a mulher já morava no guichê desativado. Segundo ela, Daniela possui documentos pessoais, mas nenhum parente teria comparecido para ajudá-la durante todos esses anos. 
No antigo guichê desativado, Daniela vive em meio a colchões velhos e objetos trazidos da rua. José Dutra, proprietário de uma lanchonete na rodoviária, conta que às vezes doa lanches para a mulher. “Não sabemos se ela tem família ou já teve onde morar; sempre que posso ajudo com alimentos”, afirma.
A administração do terminal rodoviário negou que Daniela more no local há seis anos, mas sim há pouco menos de dois anos. O atual administrador, José Hélio, está no cargo há um ano e meio. Ele disse que o antigo administrador permitiu que Daniela se instalasse no guichê e, quando assumiu a direção da rodoviária, já existia o problema. Ele informou que o Centro de Atendimento de Doença Mental (Casam) está acompanhando o caso de Daniela, com tratamentos periódicos e consultas com psicólogo e assistente social há oito meses, no próprio terminal. “É preciso que ela recupere a memória para reconhecer que a rodoviária não é a sua casa. Só assim ela terá condições de ser encaminhada para outro local”, disse.
A expectativa é que em 70 dias a mulher recupere a sanidade mental e seja então removida para um abrigo apropriado. 
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