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22 de abril, de 2010 | 23:00

Parques nacionais privatizados

Diretor-presidente da Federação Circuitos Turísticos de MG acredita que mudança será positiva

Alex Ferreira


PARQUE NACIONAL DO CAPARAÓ

BELO HORIZONTE – Os parques nacionais de todo o país serão privatizados pelo Instituto Internacional de Pesquisa e Responsabilidade Socioambiental Chico Mendes (INPRA).
Foi o que revelou o diretor presidente da Federação dos Circuitos Turísticos do Estado de Minas Gerais (Fecitur), Francisco José Melo da Silva, durante o 3º Salão Mineiro do Turismo, promovido no último final de semana na capital mineira.
De acordo com Francisco, que também é gestor do Circuito Turístico Pico da Bandeira, o instituto assumiu a administração dos parques nacionais assim que foi criado, em 2004. A licitação para privatização do Parque Nacional do Caparaó deve sair ainda este mês e Francisco espera que a mudança seja positiva. “Acredito que os investimentos na infraestrutura dos parques vão melhorar muito”, afirmou.
Entre os anos de 2001 e 2005, o Circuito Turístico Pico da Bandeira ficou desativado. A partir da retomada da gestão do circuito e da divulgação do mesmo em feiras e trabalhos desenvolvidos pela Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais (Setur MG) e pelo Ministério do Turismo, as visitações ao Parque Nacional do Caparaó, no município de Alto Caparaó, aumentaram em 15%.

Indutor
“E o aumento pela procura ocorreu pelos próprios mineiros. O parque é um dos mais visitados do Brasil, mas a maioria dos turistas são capixabas, cariocas e paulistas. Acredito que, por causa dos perigos da BR-262, os mineiros não queiram parar na montanha antes de chegar à praia”, avaliou Francisco.
Independente da origem do turista, o parque é muito visitado e a Setur MG já estuda transformar o Alto Caparaó em um dos municípios indutores de Minas Gerais. Município indutor é aquele que oferece maior atrativo e infraestrutura turística em uma determinada região.
“Daí a nossa preocupação em arrumar a casa para receber as visitas. É preciso oferecer infraestrutura de qualidade para que um destino deixe saudade no turista e ele volte lá”, resumiu Francisco.
Marcele Pena


FRANCISCO MELO, FECITUR

 

Flores e café
 
 

A arrumação da casa à qual Francisco se refere é o incremento dos atrativos turísticos dos municípios do circuito (Alto Caparaó, Alto Jequitibá, Caiana, Caparaó, Carangola, Durandé, Espera Feliz, Faria Lemos, Luisburgo, Manhuaçu, Manhumirim, Martins Soares, Mutum, Pedra Dourada, Reduto, Santana do Manhuaçu, São João do Manhuaçu, Simonésia e Tombos). Francisco revela que, apesar da tradição de produção de flores do município de Barbacena, o primeiro roteiro de flores foi criado em Manhuaçu e Manhumirim.
“Começou com 29 mulheres da região que plantaram flores exóticas, como Copo de Leite, Bastão do Imperador, Helicônia e folhagens. Hoje, 149 estão envolvidas numa produção que mal consegue atender a demanda da região. Daí o motivo pelo qual as flores não são exportadas”, contou Francisco.
Por meio de parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de Minas Gerais, os próprios moradores criaram este roteiro. Pelo valor de R$ 25, o turista visita as fazendas de plantação de flores, aprende a criar um arranjo e pode levá-lo para casa. “Uma dessas produtoras me confessou que tem uma renda de R$ 8 mil e hoje emprega 10 pessoas. Tanto que foi vencedora do prêmio Top 100 de Empreendedorismo do Sebrae MG em 2008”, revelou Francisco.
O gestor do Circuito Pico da Bandeira ainda informou que, com o Sebrae, outros atrativos turísticos, além dos naturais, foram identificados na região. “De forma semelhante às flores, serão criados circuitos de café. O visitante poderá conhecer as fazendas e vivenciar parte da produção e até mesmo participar de alguns procedimentos”, concluiu.

 
 
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