12 de maio, de 2010 | 23:00

Vital Brazil alerta sobre atendimento

Crise do Hospital Siderúrgica já sobrecarrega atendimento do HMVB. Reunião hoje em Fabriciano pode ser decisiva.

Wôlmer Ezequiel


HOSPITAL SIDERÚRGICA

TIMÓTEO - Enquanto a crise financeira do Hospital Siderúrgica em Coronel Fabriciano caminha sem perspectiva de uma definição, a situação do atendimento na rede pública de saúde já atinge os municípios vizinhos. Em Timóteo, o Hospital e Maternidade Vital Brazil registra aumento no fluxo do Pronto Atendimento, devido à instabilidade no atendimento e funcionamento do Siderúrgica. A direção do Vital Brazil alerta que a instituição já trabalha no limite da capacidade de atendimentos de urgência e emergência, e não poderia manter a qualidade da prestação de serviços com a demanda extra.
Único hospital em Timóteo, o Vital Brazil realiza por mês, em média, 6.700 atendimentos de urgência e emergência. Os pacientes do Sistema Único de Saúde representam 80% desta demanda. Atualmente, o HMVB conta com 77 leitos ativos divididos em Clínica Cirúrgica, Clínica Médica, Pediatria, Obstetrícia, UTI e Neonatologia. A média mensal é de 450 procedimentos cirúrgicos, além de 105 partos.
A diretoria do HMVB destaca que o funcionamento da instituição é prioritário para a população de Timóteo, mas também abrange cidadãos de outros oito municípios previstos no Plano Diretor Regional, com um público de 247 mil habitantes. Em razão da crise no município vizinho, afirma a  diretoria do Vital Brazil, nenhum tipo de acordo foi feito no que diz respeito a encaminhamentos de pacientes do Siderúrgica para sua unidade de Pronto Atendimento. No entanto, há um acordo de encaminhamentos referente aos partos.
Segundo nota oficial, no momento o HMVB prioriza as urgências e emergências, ou seja, casos definidos pela classificação de risco do paciente. Outros casos que não configurarem urgência e emergência e sem encaminhamento devem ser dirigidos às Unidades Básicas de Saúde.
Por estar mais próximo de Coronel Fabriciano, o Hospital Vital Brazil é o primeiro a ser atingido pela situação, afirma Vanide Alves, diretora administrativa do HMVB. “Como nenhuma medida foi tomada, acreditamos que o possível fechamento do Siderúrgica significaria problemas sérios na saúde e na vida da população do Vale do Aço”, alerta.  
Reunião nesta manhã pode ser decisiva
Em Belo Horizonte, a Secretaria de Estado de Saúde reafirma a falta de prestação de contas por parte da administração do Hospital Siderúrgica, em relação à verba concedida pelo governo estadual. Representantes do Hospital Siderúrgica, da Secretaria Municipal de Saúde e da Gerência Regional de Saúde (GRS) vão se encontrar a portas fechadas nesta quinta-feira, às 9h30, para tratar da situação e definir propostas para manter a unidade em funcionamento. Desde o começo da crise, alguns segmentos não quiseram se pronunciar sobre o tema, entre eles, a Gerência Regional de Saúde (GRS). A posição do Estado tem sido manifestada somente por meio de nota da assessoria de Imprensa da SES-MG.
Na terça-feira, a direção do Hospital Siderúrgica divulgou nota em que negou a oferta de compra do imóvel onde funciona instituição, no Centro de Fabriciano, por uma rede de hipermercados, e a possibilidade de demolição do prédio. Segundo o provedor da Associação Beneficente São Sebastião, mantenedora do Siderúrgica, advogado Máurisson Morais, houve “apenas a proposta de dois médicos e um empresário, interessados na aquisição do hospital, proposta sob análise, com toda seriedade e responsabilidade”.
A nota tem um tom de despedida, com agradecimentos à imprensa local pelo trabalho de esclarecimento à população e aos médicos e funcionários que, apesar de todos os obstáculos, vêm garantindo o atendimento.
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