19 de maio, de 2010 | 17:41
Investimentos em geração de energia
Governo assegura R$ 78 milhões para hidrelétricas em Minas Gerais
DA REDAÇÃO - O secretário de Desenvolvimento Econômico, Sergio Barroso, afirmou, nesta quarta-feira (19), em assinatura de protocolo de intenções para construção de duas novas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), que o Governo de Minas está incentivando a geração de energia como forma de dar sustentação à demanda gerada pelo grande desenvolvimento econômico e industrial do Estado.Precisamos produzir nossa própria energia, por isso, estamos apoiando projetos sustentáveis”, enfatizou o secretário, que em seguida explicou investimento sustentável como aquele em que se trabalha em três áreas simultaneamente: ambiental, econômica e social”.
O protocolo de intenções, no valor de R$ 78 milhões, foi assinado entre o secretário Sergio Barroso e o vice-presidente da Renova Energia S.A, Renato do Amaral Figueiredo, e pelo gerente de Projetos, Marcelo José Fiorino de Castro. A empresa paulista irá construir duas PCHs nas regiões Sul e Leste do Estado: A Eixo B-3, em Passos e a de Figueirinha II, em Guanhães.
O projeto terá início este ano e término previsto para julho de 2012, quando deverá gerar 17 megawatts de energia. Durante as obras, deverão ser gerados 970 empregos diretos e indiretos. A previsão de faturamento é da ordem de R$ 10,6 milhões no primeiro ano, atingindo R$ 12,7 milhões, a partir de 2013.
A empresa
Fundada em 2000, a Renova Energia atua na geração de energia elétrica por meio de fontes alternativas renováveis, como pequenas centrais hidrelétricas e energia eólica e tem três PCHs em operação no Complexo Hidrelétrico Serra da Prata, na Bahia, com 41,8 MW e 14 parques eólicos também na Bahia que somam 270 MW, em fase de implantação.
A empresa, que já atua em Minas Gerais, tem portfólio de projetos de energia alternativa renovável distribuído também por Mato Grosso, Maranhão, Goiás, Tocantins e Paraná.
A Renova Energia adota uma abordagem diferenciada no setor de energia alternativa, integrando as atividades de prospecção e desenvolvimento de projetos ao seu modelo de negócios. Ainda, privilegia a escala e a concentração geográfica na concepção dos seus empreendimentos, o que assegura a obtenção de sinergias nas fases de construção e operação de ativos.
Créditos de carbono
Durante a assinatura do protocolo, os representantes da Renova deixaram claro que pretendem acessar ativamente o mercado de créditos de carbono. A geração de energia por PCHs e usinas eólicas é limpa, com menor emissão de gás carbônico, sendo possível emitir créditos de carbono, o que contribui para a redução da emissão de gases causadores do efeito estufa.
Para que sejam comercializados, os créditos devem ser emitidos e certificados em consonância com o Protocolo de Kyoto. Como parte de sua estratégia, a Renova pretende qualificar cada um de seus projetos para a certificação de créditos de carbono. A venda desses certificados poderá lhe conferir fonte de receita adicional. A geração de créditos de carbono poderá ser uma importante ferramenta para atrair grandes consumidores de energia com visão de sustentabilidade em seus negócios, e que queiram associar suas marcas à geração de energia limpa.
Para Sergio Barroso, são muito positivos os impactos da atividade da empresa para Minas Gerais. Além da criação de emprego e geração de renda, bem como investimentos em infraestrutura e capacitação profissional de mão de obra local, o investimento cria uma boa receptividade para a atividade por parte das comunidades envolvidas e poder público nas suas áreas de atuação”, destacou.
O secretário lembrou, ainda, que o empreendimento possibilitará o desenvolvimento contínuo da gestão ambiental que busca reduzir o impacto sobre o meio ambiente, inclusive com prevenção de acidentes e melhoria nas suas relações com entidades fiscalizadoras, comunidades envolvidas e demais partes interessadas.
Minas PCH
Minas Gerais é o Estado com maior número de PCHs do Brasil. São 90 PCHs em operação com capacidade de geração de 589.205 KW de energia, o equivalente a 3,19% do total produzido (dado da Aneel). Treze estão em construção e existem 335 pontos potenciais para exploração de PCHs, o que poderá resultar num incremento de mais de três mil megawatts à disponibilidade de energia do Estado.
Consumidores da energia gerada pelas PCHs são beneficiados pela redução de sua tarifa e poderão, também, ser beneficiados por consumirem energia de fontes renováveis. Programa é voltado para o aproveitamento de quedas dágua, abundantes no Estado, via construção de PCHs.
Para equilibrar o crescimento da oferta e do consumo de energia elétrica, o Governo de Minas, por meio da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), criou o programa Minas PCH. Lançado em 2004, conta com parceria e recursos da Cemig e da iniciativa privada.
O programa tem como objetivo ampliar o parque gerador da Cemig através da implantação de pequenas centrais hidrelétricas no Estado. A primeira PCH a entrar em operação pelo Programa Minas PCH foi a de Cachoeirão, no rio Manhuaçu, no município de Pocrane, Leste do Estado. Com 20 MW de capacidade instalada, já está também em operação, a PCH de Pipoca, também no rio Manhuaçu, com investimentos de R$ 115 milhões, sendo R$ 56 milhões da Cemig.
Há quatro PCHs aprovadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), todas no Leste do Estado, que estão em fase de contratação de obras civis e equipamentos eletromecânicos. O total da demanda estadual de energia renovável em Minas Gerais representa hoje 54,4% de sua matriz elétrica.
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