29 de maio, de 2010 | 19:31
AA completa 32 anos em Ipatinga
Em toda a região, estima-se que grupo já contabilize 10 mil membros
IPATINGA O grupo de Alcoólicos Anônimos (AA) de Ipatinga completou nesta sexta-feira (28) 32 anos. A data foi comemorada pelos membros, na noite de quinta-feira, em um encontro realizado na sede da irmandade, na rua Ponte Nova, no Centro. Embora o grupo não trabalhe com estimativas, acredita-se que mais de 10 mil pessoas de toda a região participem, atualmente, das atividades do AA. Além das reuniões, a irmandade realiza palestras em escolas, visita a hospitais e trabalhos em casas de recuperação.
Só em Ipatinga funcionam atualmente nove grupos; em Coronel Fabriciano, onde surgiu o primeiro núcleo do Vale do Aço, em 1974, existem oito; em Timóteo, são seis; e em Santana do Paraíso, dois.
Os membros são homens e mulheres das mais variadas idades que compartilham experiências e esperanças, com o objetivo de resolver um problema em comum e ajudar outros a se recuperarem.
O alcoolismo é uma doença e não um vício, e é capaz de destruir uma família se não for combatida”, aponta um dos membros. Ainda segundo o participante, entre os meios mais eficazes para combater o alcoolismo está o AA. Tanto é assim que a irmandade está presente hoje em mais de 180 países”, acrescenta.
Após a comemoração dos 32 anos de existência do grupo em Ipatinga, os irmãos” como se chamam os membros preparam-se agora para celebrar os 75 anos do AA no mundo. O encontro ocorrerá no dia 20 de junho, das 8h às 16h, na Escola Estadual Alberto Giovannini, em Coronel Fabriciano. Na véspera, será realizada ainda uma reunião informativa, às 19h30, no Salão Paroquial, no Centro de Coronel Fabriciano. Na ocasião, os participantes lembrarão a origem da irmandade nos Estados Unidos, em 1935, além de outros pontos.
O AA teve origem com um corretor da bolsa de valores e um médico. Ambos tiveram suas vidas afetadas por beberem de forma compulsiva. Mas, por meio da troca de experiências, vivendo um dia após o outro e evitando o primeiro gole, eles conseguiram se manter sóbrios e chegaram à conclusão de que um alcoólatra precisa do outro para a sua sobrevivência”, contou à reportagem um membro do grupo de Ipatinga.
Vontade
Os companheiros lembram ainda que o único requisito para tornar-se membro é o desejo de parar de beber. Costumamos dizer que se a pessoa quiser beber, o problema é dela. Mas se quiser parar, o problema é nosso”, comentam. Ainda segundo eles, um dos efeitos do alcoolismo é a prepotência. Por isso, muitos resistem um bom tempo antes de reconhecer a doença, enquanto outros passam a vida sem admitir a impotência diante do álcool. Os membros costumam dizer, nas reuniões, que o filme é sempre o mesmo, o que muda são os personagens”. E garantem: da mesma forma que alguns conseguem vencer a doença, todos os outros também podem. Claro que, no início, não é fácil, porque toda mudança causa desconforto. Mas todos podem vencer”, aponta um membro.
Familiares buscam o equilíbrio emocional
Também na sede do AA funciona o Al-Anon: uma associação formada por familiares e amigos dos alcoólatras, cujo objetivo é a troca de experiências e o aprendizado para lidar com o problema. Uma das participantes do grupo, às voltas com um filho e o marido alcoólatras, conta que só conseguiu retomar o equilíbrio emocional após conhecer as lições do Al-Anon.
Quem convive com um alcoólatra também acaba adoecendo. Por isso, é importante conhecer os lemas do grupo, trocar experiências e buscar a serenidade”, ensina.
O telefone do AA e do Al-Anon, em Ipatinga, é o 3821-3758.
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