29 de maio, de 2010 | 19:44
Banco Popular tenta sobreviver à crise
Associação Comunitária busca apoio e novos direcionamentos para se manter
IPATINGA A Associação Comunitária de Crédito do Vale do Aço, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), conhecida como Banco Popular, completou doze anos de existência tentando se recuperar dos reflexos da crise financeira mundial. Atualmente, 17% dos R$ 700 mil emprestados estão com tomadores inadimplentes.
O gerente da instituição, Rodrigo Lopes Gatto, explica que, desde 2007, os recursos que eram obtidos pela associação junto a órgãos governamentais foram praticamente extintos. Hoje, vivemos de recursos do passado. Através do apoio do Sebrae, estamos fazendo novos direcionamentos para buscar os recursos. Mas temos que reestruturar a organização”, disse.
O Banco Popular tem como finalidade facilitar a criação, o crescimento e a consolidação de empreendimentos de pequeno porte, dirigidos por pessoas de baixa renda. Os principais clientes da instituição são os microempresários e trabalhadores autônomos, como camelôs, costureiras, serralheiros. Hoje, apesar de eles trabalharem na informalidade a gente analisa o perfil do negócio, ou seja, se tem condição de agregar valor ou não”, explica.
A taxa de juro praticada pelo Banco Popular varia de 3,1% a 3,6%, perdendo apenas para a taxa do empréstimo consignado, 3%, descontado em folha de pagamento. Os recursos do Banco Popular são liberados depois de uma análise da vida profissional e da situação de crédito do cliente.
Caução
Ao contrário dos outros bancos que empenham um bem do tomador de empréstimo, a Associação Comunitária exige um cheque caução (dado como garantia de pagamento posterior), um avalista, para depois analisar se a liberação do dinheiro é viável ou não. O valor máximo do empréstimo é de R$ 10 mil, com parcelas que vão de 6 a 18 meses.
A liberação não é assim tão simples como ocorria no passado. Hoje, a gente analisa o perfil do negócio. Não é simplesmente a pessoa dizer que é doceiro. Nós fazemos uma visita e verificamos até juntamente com vizinhos se realmente ela trabalha naquele segmento. Porque senão seria muito fácil a gente liberar o recurso e ela nos deixar de mãos abanando”, conclui Rodrigo.
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