24 de junho, de 2010 | 21:02
MS também socorre o Siderúrgica
Prefeito busca em Brasília certificado que garante economia mensal de R$ 100 mil em impostos e taxas
FABRICIANO O prefeito Chico Simões (PT), afirmou ontem, durante entrevista coletiva, que as negociações políticas ocorridas em Belo Horizonte com os representantes da Secretaria de Estado de Saúde para o repasse de verba em prol do socorro financeiro ao Hospital Siderúrgica foram interrompidas”. Segundo o prefeito, o Estado havia anunciado o repasse de R$ 3,6 milhões, mas se comprometeu em repassar somente R$ 1,5 milhão em três parcelas.
O único hospital público do município não realiza atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) há mais de 70 dias. A crise financeira que interrompeu o atendimento ao público foi anunciada no final do mês de abril pela Associação Beneficente de Saúde São Sebastião, mantenedora do Siderúrgica. Várias tentativas de negociações entre a diretoria do hospital e lideranças políticas da região foram feitas nos últimos dias para tentar sanar a situação.
Chico Simões informou que esteve na última quarta-feira no Ministério da Saúde, em Brasília, junto com o senador Hélio Costa (PMDB-MG). Durante a reunião, o governo federal garantiu ao prefeito de Cel. Fabriciano que, dentro de 30 dias, será concedido ao Hospital Siderúrgica o Certificado Nacional de Assistência Social, vinculado à área da saúde. Com este certificado, vamos garantir uma economia de R$ 100 mil por mês, referentes a descontos de impostos e outras taxas”, explicou.
Recursos
Município sede da Gerência Regional de Saúde, Coronel Fabriciano poderá receber a instalação de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), a ser concluída nos próximos dois anos. Segundo o prefeito Chico Simões este foi mais um acordo assegurado pelo Ministério da Saúde que, além disso, concordou em credenciar e custear o funcionamento da UTI do hospital, que ainda não foi inaugurada.
Fizemos o pleito e preenchemos todos os requisitos para receber a UPA que será anexa ao Hospital Siderúrgica. O município receberá também recursos extras para a sobrevida do Hospital e recursos sustentáveis para abertura e funcionamento da UTI” afirmou.
Para manter a UTI funcionando será necessário o valor mínimo de R$ 130 mil por mês. O governo federal, porém, ainda não definiu o valor total dos recursos extras comprometidos ao hospital.
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