25 de junho, de 2010 | 20:38
Prevenção é arma no combate a drogas
Conselho Antidrogas promove neste sábado várias ações de conscientização
IPATINGA - Neste sábado (26), data em que é celebrado o Dia Internacional de Combate às Drogas, o Conselho Municipal Antidrogas de Ipatinga promove atividades especiais. Das 8h30 às 10h, os conselheiros realizarão blitze educativas em três pontos estratégicos da cidade: na avenida Fernando de Noronha, no Bom Retiro; na avenida Simon Bolívar, no Cidade Nobre; e na avenida Selim José de Sales, no Canaã. Na sequência, eles seguirão para a avenida 28 de Abril, no Centro, onde vão abordar os transeuntes com materiais informativos.
Segundo o presidente do Conselho, Luciano Oliveira, a ação pretende despertar a população para os efeitos da droga nas esferas individual e social. O número de usuários tem crescido assustadoramente em todo o mundo. E as consequências disso têm sido nefastas, em todas as áreas da sociedade. É preciso trabalhar a prevenção”, considerou.
Luciano acredita que o assunto drogas” está banalizado e, por conta disso, a sociedade não confere ao problema a atenção devida. Ocorre com a droga o mesmo tratamento verificado com a violência. De tanto se falar a respeito, (o assunto) ficou banalizado. E aí muitos cruzam os braços e tentam encontrar culpados, ao invés de buscar soluções”, avaliou.
Indicadores
Segundo o conselheiro, ainda não há pesquisas na região sobre o problema. Contudo, alguns indicadores comprovam que a droga tem se alastrado pelo Vale do Aço. Entre eles, o aumento do número de mortes de crianças e adolescentes envolvidos no tráfico, e o crescimento da criminalidade também nesses grupos. A droga está presente numa parcela expressiva dos crimes”, observa.
O conselheiro lembra que há hoje cinco comunidades terapêuticas voltadas ao tratamento de usuários de drogas no município. O problema estaria na ausência de políticas e programas de prevenção, além da falta de pesquisas, para melhor direcionamento dos trabalhos. O poder público, de uma forma geral, dá mais atenção ao tratamento do que à profilaxia. E o caminho é o contrário. Precisamos evitar que o problema ocorra, e não trabalhar em cima dos seus sintomas”, pondera.
De acordo com Luciano, a instabilidade política no município travou muitos projetos do Conselho. A expectativa é que, a partir de agora, o trabalho volte a fluir. Esperamos que com essa definição tenhamos um apoio maior do poder público, que em outros governos se mostrou ineficiente”, apontou.
Capacitação de agentes sociais
Entre os projetos elaborados pelo Conselho Municipal Antidrogas está o trabalho de capacitação de agentes sociais, que será iniciado em agosto. Os cursos vão preparar membros da sociedade para lidar com o problema. Além dos conselheiros, serão capacitados educadores, agentes de saúde e entidades. Na sequência, será formada uma equipe de multiplicadores, responsável por repassar as informações em seus segmentos.
Conforme Luciano, no trabalho preventivo é preciso ensinar a cada um desses agentes a melhor forma de encarar o problema. Muitos educadores, por exemplo, buscam evitar o uso da droga amedrontando os alunos. E isso não funciona. É preciso informar, conscientizar, mostrar os benefícios do esporte, da cultura, para que o jovem possa escolher um caminho e suprir, de forma saudável, suas carências emocionais”, avalia.
Outros fatores ligados ao uso da droga pelos jovens estariam ligados ainda, além da falta de informação, às condições sociais, à curiosidade, aos problemas familiares e às relações desarmoniosas. Nesses casos, o entorpecente funciona como um perigoso refúgio”, acrescenta.
Na opinião do conselheiro, para vencer o problema, é necessária a criação de uma forte rede de combate.
A integração é a palavra-chave. Não adianta a saúde, a assistência social, a polícia ou o poder público agirem de forma isolada. É preciso a integração de todos esses segmentos, para que não só os usuários sejam acolhidos, mas as famílias também. E para que um número cada vez menor de pessoas escolha o caminho das drogas”, finalizou.
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