05 de julho, de 2010 | 06:30
Vale contrata entre 300 e 400 no Pará
Mineradora tem mais de 300 vagas no Pará à espera de técnicos a engenheiros
IPATINGA A Vale vai contratar entre 300 e 400 profissionais de áreas como engenheiros, geólogos, administradores e técnicos para trabalhar na Mina Onça Puma, no Sudeste do Pará. Trata-se da operação de uma mina de níquel no município paraense de Ourilândia.
Os interessados devem enviar currículo, até o próximo dia 7 de julho, para a sede do Sertep, localizada na rua Livramento, 285, bairro Veneza II. O horário de atendimento é das 8h às 12h e das 14h às 18h.
A psicóloga Aline Gonzales Lemos explica que somente ontem foi iniciada a divulgação dessa oportunidade de emprego, mas a expectativa é que sejam recebidos muitos currículos dos municípios do Vale do Aço.
A empresa investiu cerca de US$ 2,6 bilhões na mina, com a previsão de produzir 52 mil toneladas de níquel/ano, a partir de 2010. Onça Puma já chegou a gerar, no pico das obras preliminares, nove mil postos de trabalho, e outros 4,5 mil novos empregos serão criados quando a mina entrar em operação. Nesta fase, a empresa começa a procurar os profissionais.
Segundo a mineradora, a produção será exportada principalmente para países asiáticos, para a indústria de aço inox, mas parte será absorvida pelo mercado local.
Metal
O níquel, mineral extraído em Onça Puma, tem larga utilização na produção de aços inoxidáveis e ligas especiais. Também é empregado na fabricação de baterias recarregáveis, moedas, revestimentos metálicos e fundição. O níquel raramente é usado em sua forma mais pura. Como metal de transição, combina facilmente com outros metais, especialmente o ferro, cromo e cobre, para produzir ligas com combinações particulares de propriedades, que não podem ser conseguidas com metais puros.
Ligas de níquel, cromo e outros metais foram desenvolvidas para resistência a temperaturas muito elevadas e corrosão. Essas ligas são usadas em motores de jatos, turbinas industriais de gás para a geração de eletricidade e em elementos de aquecedores, fios resistentes, trocadores de calor em usinas de energia, componentes de fornos e bombas e válvulas industriais. Segundo a assessoria da Vale, aproximadamente 68% do níquel produzido é usado para produzir aços inoxidáveis e ligas.
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