15 de julho, de 2010 | 22:00
Siderúrgica reabre com reclamações
Administração da unidade hospitalar alega processo de reestruturação
FABRICIANO Depois de um longo período de crise financeira que ameaçou levar à falência o Hospital Siderúrgica, a instituição reabriu as portas para o atendimento público pelo SUS. Mesmo com o anúncio do convênio assinado com a Secretaria de Estado de Saúde que, no primeiro momento, viabilizou R$ 1,7 milhão de recursos para o hospital, usuários enfrentaram problemas nos primeiros dias de atendimento. Ainda faltam médicos especialistas e a população desconhece critérios para o atendimento no pronto- socorro.
Aloísio Benedito Lima, 39, pintor, levou o filho Alan Cristian, 12, depois de o menino sofrer uma queda em uma partida de futebol na escola. O garoto esperou por quase uma hora na fila e continuou sem atendimento porque não havia médico ortopedista. Decepcionada, a família saiu à procura de outro hospital no município vizinho para socorrer o menino.
A técnica em nutrição Michele Gonçalves Ribeiro, 22, também saiu frustrada do Siderúrgica. Ela procurou o hospital depois que a filha Maria Eduarda, de apenas três meses, começou a passar mal. A criança não foi atendida pelo médico porque não foi encaminhada pela unidade de saúde. Lá dentro eles disseram que eu tinha que apresentar a guia do posto ou então pagar R$ 75 pela consulta. Se eu tiver que pagar, procuro outro hospital”, lamentou.
Segundo o diretor do Siderúrgica, Reinaldo Damasceno, não há nenhum critério para o atendimento pelo SUS, já que o município ainda não implantou o sistema de classificação de protocolo, como já existe em Ipatinga e Timóteo. A recomendação do Ministério da Saúde é que o hospital atenda prioritariamente casos de urgência e emergência. A população deve entender que o atendimento básico começa na unidade de saúde onde existe um médico disponível para o primeiro atendimento e é ele que poderá classificar a necessidade de o paciente procurar o hospital”, afirma.
Conforme o diretor, hospital só é lugar do primeiro atendimento quando não há médicos disponíveis nas unidades de saúde.
Normalização
Antes da crise, o Siderúrgica atendia até 5.500 casos por mês, sendo 90% dos atendimentos feitos pelo SUS e 10% por convênios ou particulares. Desses atendimentos, 440 correspondiam a internações. Com o efeito da crise e a perda de 90% do corpo médico, o hospital realizou apenas 500 atendimentos no mês de julho.
Com os investimentos anunciados, a expectativa da administração é que no final deste mês o funcionamento do hospital seja normalizado. Reinaldo Damasceno informou que o bloco cirúrgico retomou o funcionamento na última quarta-feira, acrescentando que a administração já está em fase de negociação para o retorno de outras especialidades médicas como ortopedistas, cardiologistas e cirurgiões.
O serviço de maternidade realizado pelo SUS está credenciado pela Secretaria de Estado de Saúde para ser realizado no Hospital Vital Brazil, em Timóteo, e no Hospital Márcio Cunha, em Ipatinga.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

















