29 de julho, de 2010 | 13:42

Lucro líquido da Usiminas alcança R$ 676 milhões no primeiro semestre

Investimentos em curso agregarão R$ 3 bilhões em valor à companhia

Wolmer Ezequiel


ALTO FORNO USIMINAS RELIGA
DA REDAÇÃO - A Usiminas atingiu lucro líquido de R$ 676 milhões no primeiro semestre de 2010, crescimento de 273% em relação ao mesmo período de 2009, quando foi de R$ 181 milhões. No segundo trimestre deste ano, o resultado atingiu R$ 347 milhões, com um incremento de 3% frente aos R$ 335 milhões apurados em igual intervalo do ano anterior.
O Ebitda registrado no segundo trimestre de 2010 foi de R$ 872 milhões, aumento de 526% na comparação com o valor apresentado entre abril e julho do ano passado, de R$ 139 milhões. A margem Ebitda alcançou 24,3% no segundo trimestre deste ano, mostrando clara recuperação após chegar a 5,8% nos mesmos três meses de 2009.
Além de refletir melhores preços médios praticados no mercado, o Ebitda reagiu devido ao aumento do volume vendido no período. As vendas físicas da Usiminas chegaram a 1,821 milhão de toneladas entre abril e julho deste ano, frente 1,187 milhão de toneladas no mesmo período de 2009, ampliação de 53%.
A receita líquida cresceu 49% entre o segundo trimestre de 2009 e o mesmo período deste ano, passando de R$ 2,412 bilhões para R$ 3,587 bilhões. Na mesma base de comparação, a produção de aço bruto nas usinas de Ipatinga e de Cubatão passou de 944 mil para 1,937 milhão de toneladas, expansão de 105%.

Investimentos em curso adicionarão R$ 3 bi em valor à companhia
Dando continuidade ao plano de investimentos traçado pela companhia, que tem como foco a agregação de valor aos produtos e às operações da empresa, a Usiminas prevê aportes da ordem de R$ 3,2 bilhões em 2010. Os aportes chegaram a R$ 758 milhões no segundo trimestre deste ano e a R$ 1,515 bilhão no primeiro semestre.
Os principais investimentos em curso na empresa – coqueria nº3, ampliação da linha de chapas grossas e instalação do CLC, expansão da unidade de galvanização e implantação do laminador de tiras a quente nº2, dentre outros – estão estimados em de R$ 5,2 bilhões, sendo que 50% desse valor foram investidos até o segundo trimestre deste ano.
Com a maturação dos projetos, que deverão estar concluídos em 2012, a empresa irá adicionar 2,6 milhões de toneladas de produtos de maior valor agregado, o que agregará R$ 3 bilhões ao valor da companhia.
Detalhamento dos projetos
 
Na usina de Ipatinga, a Usiminas está instalando uma nova linha de galvanização a quente que ampliará em 550 mil toneladas/ano a capacidade do grupo, que hoje é de 480 mil toneladas/ano. Com previsão de entrar em operação em 2011, a nova unidade irá aumentar a capacidade da empresa para atender mercados aquecidos como o de veículos automotores e linha branca.
Outros investimentos na usina de Ipatinga são direcionados para a ampliação da produção de chapas grossas em 350 mil toneladas/ano e a instalação da tecnologia de resfriamento acelerado – conhecida como CLC – que permitirá a fabricação de chapas de alta resistência, ideais para aplicações da indústria naval e petrolífera.
O CLC foi desenvolvido pela Nippon Steel e a Usiminas será a única siderúrgica fora do Japão a produzir esse novo tipo de chapa grossa no Brasil. Esses dois projetos permitirão o atendimento à demandas do pré-sal, abrindo um importante nicho de fornecimento para a empresa. A previsão é de que o upgrade tecnológico seja completado ainda em 2010 e a ampliação da produção de chapas grossas em 2012.
Ainda em Ipatinga, está sendo instalada a coqueria nº 3. Mais moderno, com melhorias tanto produtivas quanto ambientais em relação aos modelos anteriores, o novo equipamento entrará em operação em 2010, ampliando em 750 mil toneladas/ano a capacidade de fabricação de coque da usina. Isso significa que a usina de Ipatinga se tornará autossuficiente em coque.
Em Cubatão, a Usiminas está instalando em sua usina uma nova linha de tiras a quente com capacidade de produção de 2,3 milhões de toneladas/ano. Com as obras civis já em andamento e os principais equipamentos em fase de fabricação, a previsão é de que a operação tenha início no segundo trimestre de 2011, permitindo a ampliação da participação da Usiminas em mercados estratégicos no segmento industrial.
Usiminas


TABELA 01US
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