10 de agosto, de 2010 | 22:30
Evento em momento oportuno
Empresas do Vale do Aço buscam tecnologia e agregam valor
IPATINGA - O industrial Anízio Tavares Filho, da ATA Indústria Mecânica, localizada no Distrito Industrial de Timóteo, é um antigo fornecedor para o setor naval. Ao avaliar o II Seminário Petróleo, Gás e Energias Renováveis em Ipatinga ontem, ele disse que vê com satisfação o desenvolvimento do setor metalmecânico do Vale do Aço.
Para Anízio, o evento desta terça-feira em Ipatinga foi oportuno, pois tratou de temas de grande relevância na economia nacional, indústria naval, petróleo e energia. Sua empresa, por exemplo, já fornece para os setores naval e petroquímico. Somos fornecedores diretos da Petrobras. Conquistamos o CRCC, certificado que nos credencia a fornecer para a Petrobras e fornecedores dela”, ressaltou.
Entre os produtos fornecidos pela ATA estão vasos de pressão, peças de caldeiraria, peças usinadas, com alto valor agregado e que requerem mão de obra qualificada e alta tecnologia.
O empresário reclama, no entanto, da carga tributária, como um dos fatores que inibem o crescimento. Anízio reconhece que a sobrecarga atinge a todos, não só o setor produtivo. Agora, o governo do Estado precisa entender isso, porque se eu atravessar a fronteira e for para os Estados do Rio ou do Espírito Santo, o meu ICMS lá é zero. Isso me induz a montar uma empresa do lado de lá. Confiamos no trabalho que o Sindimiva e a Fiemg Regional fazem para que essa situação seja revista”, concluiu.
Busca de parceria até na China
Crescer no nicho de negócios do setor naval e de petróleo, no entanto, exige conhecimento. Foi por isso que a Arcon entrou no fornecimento de dutos de ventilação para a construção naval. A empresa, do bairro Iguaçu, coordena projetos montados dentro das plataformas. Tudo começou quando, estimulado pelo Sindimiva, o empresário Jorge Vello foi a uma feira do setor naval, do Rio de Janeiro, em 2009. Batemos à porta por diversas vezes até conseguirmos nosso primeiro fornecimento. As peças são fabricadas em Ipatinga e transportadas para Niterói”, detalha.
Quando começou a produção para o setor naval, Jorge Vello aproveitou a mão de obra ociosa com a crise financeira do ano passado, mas a crise passou e, para atender à demanda, teve que contratar mão de obra. Admitimos mais 20 pessoas na nossa empresa”, confirmou.
Em outubro próximo, Jorge Vello vai à China visitar um estaleiro e, logo na sequência, visitará a Alemanha, acompanhado de outros empresários do setor metalmecânico. Jorge explica que será uma viagem em busca de novos parceiros comerciais. Os chineses estão entrando aqui, sozinhos, e queremos participar com eles, para não deixar essa fatia do mercado só por conta deles. Já com os alemães vamos em busca de tecnologia em equipamentos para as diversas áreas de atuação”, assinalou.
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