16 de agosto, de 2010 | 21:15
Encontro em Fabriciano discute turismo e Copa do Mundo no Brasil
Representantes do setor defendem inclusão da região como subsede em 2014
FABRICIANO Em visita ao Vale do Aço no último final de semana, a convite da diretoria do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Vale do Aço, o vice-presidente da Confederação Nacional do Turismo (Cntur), Paulo Cesar Marcondes Pedrosa, falou de novos investimentos anunciados para o setor. Além de garantir a viabilização de recursos para a qualificação de empresas e profissionais, Paulo Cesar defendeu a proposta de a região participar das discussões sobre a Copa do Mundo e garantir Ipatinga na disputa das cidades candidatas a subsedes no Mundial.
Paulo Cesar lamentou que o Brasil tenha no mínimo 60 anos de atraso nos investimentos para o setor de turismo, e a consequência deste retrocesso é um número de turistas inferior a outros destinos turísticos do mundo. O governo federal se comprometeu a dobrar o número de turistas até a Copa do Mundo de 2014”, pontuou.
Uma das ações anunciadas para as consolidações dos objetivos e metas em prol de assegurar o aumento do número de turistas foi a criação do Serviço Nacional de Aprendizagem do Turismo (Senatur) e do Serviço Social de Turismo (Sestur). As novas entidades têm como objetivo gerar cursos de aperfeiçoamento de profissionais a custos mais acessíveis em níveis primário, médio e superior, além de aprimorar os serviços turísticos, levando assistência social, médica e estímulo esportivo e de lazer aos trabalhadores no turismo.
Segundo o vice-presidente, qualquer cidade do Brasil poderá receber recursos para a criação de unidades do Senatur e Sestur. Para isso, basta possuir um terreno com área mínima de 10 mil metros quadrados, doado pelo poder público. Esperamos que a região do Vale do Aço faça a solicitação para doação de um terreno ideal e, quem sabe, se tornar uma das primeiras regiões do país a receber as unidades da Sestur e Senatur. Com esta iniciativa, vamos qualificar a nossa mão de obra, que já é uma das melhores do mundo, e valorizar a categoria hoteleira”, explicou.
Copa do Mundo
Em 2014, o Brasil vai sediar pela segunda vez uma Copa do Mundo. A primeira, vencida pelo Uruguai, ocorreu em 1950. Nestes 60 anos muita coisa mudou, principalmente o número de delegações participantes e as condições mínimas exigidas pela Fifa para a infraestrutura de estádios, hotéis, aeroportos e transporte público.
Em Belo Horizonte, uma das sedes, a entidade solicitou a criação de mais 12 mil leitos no setor da hotelaria. Esta é apenas uma das exigências do caderno de encargos que o país promotor assina com a Fifa. Para o vice-presidente da Cntur, que também é presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Belo Horizonte, a capital não terá condições de hospedar todos os turistas e delegações participantes que jogarão no Mineirão.
Muita coisa ainda precisa ser feita, mas Belo Horizonte não terá condições de hospedar todas as delegações. Por isso, as cidades do interior devem entrar nesta disputa e participar das discussões”, defendeu. Paulo Cesar acrescentou que o Vale do Aço já apresenta condições favoráveis para isso, porque já possui um bom estádio e aeroporto.
O primeiro passo a ser dado para iniciar as articulações é a realização de um Fórum Regional de Turismo, como já vem ocorrendo em algumas cidades de Minas, para abrir as discussões, apresentar a cidade candidata e resolver os gargalos principais.
Para membro da Cntur, Vale do Aço é viável
Empresário do ramo hoteleiro, Guilherme Mendonça Martins reconhece que assegurar uma fatia da Copa do Mundo para Ipatinga é um projeto viável e bastante atraente. Vamos nos reunir com as entidades de classe e identificar as deficiências da região e apresentar propostas de melhoria para nos organizar e trabalhar para garantir uma hospedagem de qualidade”, explicou.
Uma das deficiências apresentadas pelos representantes dos hotéis do Vale do Aço são as ultrapassadas condições da internet banda larga. Segundo o presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Vale do Aço, Benedito Pacífico, é necessário aumentar a velocidade oferecida, que atualmente é de apenas um mega, enquanto em Belo Horizonte a disponibilidade varia entre 20 a 100 MB, de acordo com a empresa fornecedora. É preciso pelo menos que as operadoras ofereçam para a região a mesma internet que já existe para grandes empresas no Vale do Aço”, protestou.
Na oportunidade, Benedito Pacífico anunciou que o sindicato se tornou uma entidade de utilidade pública municipal, o que representa a isenção de taxas, facilitando o seu trabalho.
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