USIMINAS RECURSO 728X90

19 de agosto, de 2010 | 23:00

Ainda faltam cadeirinhas no mercado

A falta do equipamento deixa pais apreensivos com a proximidade da fiscalização

Wôlmer Ezequiel


ELISA

IPATINGA – A onze dias do início da aplicação da lei que exige o uso de cadeirinhas adequadas à idade das crianças transportadas em veículos, ainda faltam equipamentos no mercado. Os pedidos nas lojas em Ipatinga são insistentes, mas as fábricas não estão dando conta de atender a demanda.
A preocupação do comerciante Vanderley Dias Gomes, 35, é que até hoje não encontrou o equipamento para comprar. A previsão que recebeu das lojas é que somente no mês que vem é que a cadeirinha estará disponível. “E aí, será que eu vou ser multado, simplesmente por que o mercado não dispõe do produto?”, questiona.
Gerente de uma loja no Centro da cidade, Renato Kretli, disse que uma média 10 pessoas por dia têm procurado pelo produto, mas acabam apenas deixando o pedido, porque o equipamento está em falta. Segundo ele, desde o final de maio, já foram encomendadas mais de 100 cadeirinhas e assentos. O gerente disse que a última remessa, recebida há vinte dias, foi vendida rapidamente. Ainda há outros 80 pedidos na fila. “Como as fábricas não estão dando conta de atender a demanda, estão até importando os equipamentos para o Brasil. Tudo que for pedido daqui pra frente, as fábricas já garantiram que entregam somente em outubro”, afirma Renato.
A lei estabelece que recém-nascidos com até um ano de idade sejam transportados no bebê-conforto. O preço médio do produto novo no mercado é de R$ 159 reais. De um a quatro anos, as crianças devem viajar em cadeirinhas (R$ 267 reais). Entre quatro e sete anos e meio, o ideal é que utilizem o booster - elevação de assento (R$ 99 reais). Crianças de sete anos e meio a dez anos devem viajar somente no banco traseiro, usando o cinto de segurança.
O gerente de uma loja especializada em vendas de bicicletas, Weverton Silva, ressalta que as vendas das cadeirinhas aumentaram em 60% depois do anúncio de que a lei entraria em vigor. Na loja onde trabalha, também há falta do assento. “Um pedido que a gente faz demora em média 50 dias para chegar”, explica. O gerente informa que se a loja precisar de 100 cadeirinhas e assentos, por exemplo, a fábrica não tem como fornecer, devido ao critério de atender à rede de revenda em todas as regiões do país. “Acredito que até 1º de setembro nem todos tenham os novos equipamentos nos carros”, pontua.
Antecipação
O encarregado de serviços Dimas Geraldo Barros da Silva, 33, já preparou o carro com os novos equipamentos. Ele tem dois filhos pequenos e por isso teve que comprar uma cadeirinha. A economia, no caso dele, foi o aproveitamento da cadeirinha antiga, que passou a ser utilizada pelo filho mais novo. Mas desembolsou R$ 500 na compra do produto para o filho de quatro anos. “É caro, mas é importante para a segurança das crianças, além de evitar a multa prevista na legislação”, destaca.
Já a secretária Elisa Gomes da Silva, 23, tem opinião contrária. Apesar de reconhecer a importância da lei, discorda da situação devido ao alto custo dos equipamentos. Para se adequar à nova norma, ela comprou uma cadeirinha para a filha de 2 anos. Desembolsou R$ 400. “Isso depois de pechinchar muito”, conta.
Segundo ela, este é o segundo equipamento que ela compra para a filha. Quando a menina nasceu, teve de colocar no carro o bebê-conforto, comprado por R$ 160, usado por apenas 10 meses e vendido por R$ 70. “E ainda vou ter que comprar mais outros dois ou três equipamentos, conforme o crescimento da menina. Estes produtos são muito caros”, reclama.
Fiscalização
De acordo com a Polícia Militar Rodoviária, apesar da falta do produto no mercado, a orientação por enquanto é que se faça a fiscalização a partir de 1º de setembro, sob pena de multa. Não há nenhum indício de que o prazo para o início da fiscalização seja prorrogado. A multa para os infratores será de R$ 191,54, seguida do registro de sete pontos na Carteira de Habilitação.
 
Wôlmer Ezequiel


DIMAS
Wôlmer Ezequiel


RENATO
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário