24 de agosto, de 2010 | 00:35
Terça-feira decisiva para a siderurgia regional
Conselho de Administração da Usiminas analisa projeto de nova usina
DA REDAÇÃO - A Usiminas reapresenta nesta terça-feira o projeto de expansão da siderúrgica ao conselho de acionistas da empresa. Os conselheiros vão analisar em reunião que deve durar boa parte do dia, se a empresa resgata ou mantém o plano na gaveta. Inicialmente a proposta da Usiminas era expandir sua capacidade de produção de placas dentro da própria área, em Ipatinga.
Com a saída de Rinaldo Campos Soares da presidência, em 2008, o novo presidente, Marco Antonio Castello Branco apresentou um projeto de construir em Santana do Paraíso a Unidade II da Usiminas. A vantagem da primeira proposta era a manutenção do atual aeroporto, uma vez que se quiser mesmo montar a unidade dois em Santana do Paraíso, a empresa precisará de uma nova área para um aeroporto.
O plano da unidade de chapas grossas foi suspenso por causa da crise financeira do ano passado. A proposta prevê a construção de uma usina com capacidade de produção anual de 5 milhões de toneladas de placas. Os licenciamentos chegaram a tramitar nos órgãos ambientais, quando a proposta foi paralisada.
O atual presidente da Usiminas, Wilson Nélio Brumer, afirma na retomada da discussão, que há alternativas para suavizar o impacto do custo do projeto, como por exemplo realizá-lo em módulos, com capacidade para produção anual de 2,5 milhões de toneladas, inicialmente e depois a expansão para a carga máxima de 5 milhões.
Neste mês teve início as operações das primeiras baterias da coqueria 3 em Ipatinga. A empresa quer passar a produzir 750 mil toneladas anuais de coque, um dos insumos utilizados na produção de aço.
Outros investimentos da empresa na atualidade são o aumento da capacidade de produção de chapas grossas em Ipatinga (para 1,35 milhão de toneladas) e a instalação da tecnologia de resfriamento acelerado conhecida como CLC que permitirá a fabricação de chapas de alta resistência, ideais para aplicações na indústria naval e petrolífera. Além disso, a empresa monta uma nova linha de galvanização (Unigal) que produzirá cerca de 550 mil toneladas para o mercado de produção de automóveis.
O projeto de maior vulto da empresa no momento é em Cubatão (SP), onde inicia a construção de uma linha de tiras de aço laminadas a quente, com investimentos de R$ 2,53 bilhões.
Definição
Ao fim do dia os conselheiros terão definido sobre o que será feito do projeto da Unidade II da Usiminas. A discussão acontece no momento em que uma preocupação crescente com o aço importado, que chega ao Brasil comendo cada vez mais fatias no mercado brasileiro.
O caso de chapas grossas, material usado para fabricar máquinas pesadas, tubos e plataformas navais está entre os segmentos atingidos pelas importações e atinge diretamente a Usiminas.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]















