25 de agosto, de 2010 | 15:21

Decisão sobre nova usina só em novembro

Conselho de Administração da Usiminas inicia discussão, mas adia definição sobre expansão da produção da siderúrgica

Wôlmer Ezequiel


USINA 1

Com alterações
DA REDAÇÃO – Após uma terça-feira marcada pela expectativa em torno de uma possível definição do Conselho de Administração da Usiminas acerca da retomada do projeto da unidade de placas, em Santana do Paraíso, no começo da noite de ontem saiu o resultado.
A assessoria da empresa confirmou que Conselho retomou a discussão sobre o projeto de expansão da capacidade produtiva da empresa. No entanto, não houve um “dia d”, como esperado.
“O Conselho continuará a analisá-lo até a próxima reunião, em novembro, quando será tomada a decisão sobre o projeto”, conclui a nota enviada pela assessoria.
A construção da nova usina, em Santana do Paraíso, tem custo estimado em US$ 6 bilhões. O projeto prevê até a instalação de uma termelétrica para geração de energia a partir dos gases dos altos-fornos e da aciaria.
Do total previsto de produção, em 5 milhões de toneladas de placas, 60% seriam para atender a demanda do mercado interno e 40% para exportação.
A decisão do conselho da empresa, em adiar por mais três meses o futuro desse projeto, foi recebida com muita preocupação no Vale do Aço nesta quarta-feira, mas leva em conta o cenário de demanda no mercado da siderurgia.
Atualmente a Usiminas tem capacidade para produzir 9,5 milhões de toneladas, somadas as produções da usina de Ipatinga e de Cubatão, em SP.
Conforme o DIÁRIO DO AÇO havia antecipado na semana passada, o aumento das importações de aço que chega principalmente da China, é uma das maiores preocupações da indústria brasileira. Este ano 16% do consumo interno de aço deve ser atendida por importações. Também cresce a preocupação com a importação de produtos acabados em aço, inclusive autopeças.
 
Entenda
O projeto da nova usina para produzir chapas grossas em uma unidade localizada na área do atual aeroporto em Santana do Paraíso está suspenso desde o primeiro semestre de 2009, por causa da crise financeira. Inicialmente a proposta da Usiminas era expandir sua capacidade de produção de placas dentro da própria área, em Ipatinga.
Em variados segmentos no município já se cogitava a possibilidade de o projeto voltar à sua proposta inicial, de promover a expansão dentro da atual área em Ipatinga e não mais em Paraíso. O assunto foi tratado no campo da especulação, sem confirmação oficial. 
Na última entrevista que deu sobre o assunto, o atual presidente da Usiminas, Wilson Nélio Brumer explicou que há variadas possibilidades, inclusive a de se construir a nova usina de forma modulada.
Ao invés de uma siderúrgica com capacidade projetada para a produção anual de 5 milhões de toneladas de placas, poderia ser montada uma primeira unidade com capacidade para 2,5 milhões e depois a outra parte.
ASC.GOV


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