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16 de setembro, de 2010 | 20:48

Adultos também precisam se vacinar

Postos de saúde disponibilizam até três tipos de vacinas


VACINAÇÃO

IPATINGA - Quando se fala em vacinas todo mundo pensa na vacinação das crianças, através da qual se busca obter imunidade contra agentes de doenças que o organismo não estaria preparado para combater. No entanto, não é só na infância que as vacinas se fazem necessárias.
Jovens, adultos e especialmente pessoas mais velhas precisam estar em dia com o programa de vacinação. O tétano, por exemplo, pode acometer indivíduos de qualquer faixa etária. A vacina é uma forma de prevenir a enfermidade e deve ser repetida a cada dez anos, tempo que dura seu efeito protetor.
E não é só. Há vacinas que devem ser tomadas na adolescência, como de hepatite B e rubéola. Outras, na idade adulta ou por pessoas que vão viajar para determinadas regiões do Brasil ou do exterior. Nem mesmo a turma da terceira idade está livre das vacinas. Programas de vacinação como os da gripe e da pneumonia, especialmente dirigidos para esse público, devem ser atendidos prontamente.
Enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Michele Moreira Egydio lembra que em toda consulta o paciente deve levar o cartão de vacina para que o documento seja analisado pelo médico e equipes de saúde. As doses aplicadas em adultos os protegem de uma série de doenças. “A gente tem a vacina dupla adulto que protege contra o tétano, e a triviral que, nas mulheres, deve ser aplicada até os 49 anos e, nos homens, até 39 anos. É preciso salientar que o cartão de vacina deve ser guardado porque a pessoa pode precisar dele mais tarde”, explica.
A rede pública de saúde disponibiliza em todas as unidades três tipos de vacinas destinadas à fase adulta: antitetânica, triviral e febre amarela. Todas elas devem ser tomadas depois dos 20 anos. Para os idosos, estão disponíveis as vacinas contra a gripe e pneumococo que também pode ser prescrita para pacientes com doenças crônicas. Segundo a enfermeira, todas as vacinas são recomendadas pelo Ministério da Saúde. “A gente não toma atitude ou aplica uma vacina sem um estudo prévio do Ministério da Saúde”, informa.
Pessoas entre 30 e 40 anos só devem tomar vacina quando for indicada por um médico e em casos de doenças que diminuem a imunidade. Se o médico considerar que o paciente precisa de algum tipo de vacina diferente da que existe no calendário, é preciso preencher uma solicitação que será enviada ao Centro de Referência Imunobiológico Especial.

Recomendações
A recomendação também vale para quem for viajar. Dentro do território nacional, há algumas particularidades que precisam ser respeitadas de acordo com a região a ser visitada e, nas viagens internacionais, é preciso saber as condições de assistência à saúde que serão encontradas.
As pessoas que viajam para as regiões Centro-Oeste, Norte e, especificamente, a região Amazônica, devem estar com a vacina contra o tétano em dia, porque podem não encontrar reforço emergencial se sofrerem algum ferimento nestes locais.
“Eu recomendo também a vacina da febre amarela para viagens dentro do próprio país e para fora”, conclui. A febre amarela pode levar à morte do paciente em 50% dos casos.
 
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