22 de setembro, de 2010 | 01:25
Defesa Civil em alerta com a primavera
Coordenadores em Timóteo e Coronel Fabriciano explicam como preparam ações para enfrentar período com previsão de temporais
FABRICIANO A Defesa Civil de todo o Vale do Aço já se prepara para o período chuvoso. Aos nove minutos desta quinta-feira (23) começa a primavera e, de acordo com a meteorologia, a estação será acompanhada com temperaturas elevadas entre 3 e 4 graus acima do normal e possibilidades de temporais intensos entre outubro e novembro.
Com a avaliação de estragos provocados pela chuva em 2010, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) tem orientado os municípios mineiros a preparar a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil.
No Vale do Aço, as maiores cidades - Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo - possuem Defesa Civil organizada e de caráter permanente e já realizam trabalhos de prevenção para evitar a ocorrência de tragédias.
Em Fabriciano, nos dois últimos anos foram investidos recursos em pavimentação, construção de pontes, escadarias e muros de contenção. A Defesa Civil do município mapeou os principais locais considerados de risco em épocas de chuva: a região do Caladinho, Morada do Vale e Aparecida do Norte.
No Morada do Vale, foram construídos muros de contenção em uma área onde existia uma erosão que provocava quedas de barrancos e alagamentos em vários pontos da avenida Tancredo Neves. Já no Aparecida do Norte, foram realizadas obras de drenagem e esgoto, captação de água e gabião (contenção da margem de córrego) para evitar o alagamento nas ruas e o retorno do esgoto.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil, Irnac Valadares, o município está bem estruturado para receber o período chuvoso. Nossa equipe, composta por cinco pessoas nas ruas, faz orientação aos moradores. O município investiu em obras. Neste momento, estamos tranquilos para o início das chuvas, mas o cenário pode mudar devido às agressões provocadas pelo ser humano ao meio ambiente e a natureza responde a isso”, pondera.
Nos bairros Nossa Senhora da Penha e Nossa Senhora do Carmo, várias famílias foram transferidas pela administração municipal. Nós não queremos que aconteça o que ocorreu em 2006, quando cerca de 100 pessoas ficaram desalojadas e duas morreram em decorrência de desabamentos. Estamos ainda fazendo monitoramento dos rios, córregos e ribeirões”, conclui Irnac.
Timóteo
A Defesa Civil de Timóteo também está em alerta. Pelo menos oito funcionários que trabalham no órgão realizaram durante o ano trabalhos preventivos, construção de muros de contenção, limpeza dos córregos e cortes de árvores em áreas de risco. De acordo com o coordenador do órgão, Gilmar Moreira Duarte, 23 pontos na cidade são monitorados.
A maior preocupação é com as partes altas do distrito de Cachoeira do Vale, onde cerca de 25 famílias foram retiradas de suas casas, que corriam risco de desabar. Elas foram colocadas em casas de aluguel custeadas pela prefeitura. Mesmo com todos os trabalhos preventivos e intervenções, a Defesa Civil ainda está em alerta porque a natureza muda e, muitas vezes, os moradores não obedecem às nossas orientações”, enfatiza.
Rio Piracicaba
Para tranquilizar os moradores que residem em áreas ribeirinhas como o distrito de Cachoeira do Vale, em Timóteo, e o bairro Dom Helvécio (Prainha), em Coronel Fabriciano, a Defesa Civil tem feito monitoramento permanente do rio Piracicaba, juntamente com as usinas Guilman Amorim e Sá Carvalho, ambas em Antônio Dias.
A Defesa Civil explica que, quando as barragens das usinas ultrapassam o limite, é preciso abrir as comportas para realizar a vazão de água das represas. Quando isso ocorre, recebemos informação a cada 20 minutos sobre o volume da vazante. E isso nos permite saber quando o rio Piracicaba vai encher. Mas ainda não foi necessário fazer nenhuma retirada das famílias das zonas ribeirinhas”, explica Gilmar Moreira. O nível normal do Piracicaba é de 55 centímetros. A Defesa Civil permanece em alerta quando o rio atinge 1,5 metro acima do nível normal.
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