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22 de setembro, de 2010 | 22:09

Comoção em sepultamento de padre

Centenas de fiéis católicos lotam cerimônia de despedida de Almir Adoniran. Religioso estava em tratamento contra alcoolismo.

Liliane Souza


ALMIR ADONIRAN

DA REDAÇÃO – Centenas de pessoas acompanharam na tarde desta quarta-feira, em Itabira, o sepultamento do corpo do padre Almir Adoniran Duarte, de 41 anos.
Vários religiosos saíram de Ipatinga para acompanhar a cerimônia fúnebre em Itabira, pois Almir trabalhou em Ipatinga, de onde saiu há aproximadamente sete anos.
O padre morreu em um acidente terça-feira à tarde n BR-381, quando perdeu o controle do carro em que viajava de Belo Horizonte para São Gonçalo do Rio Abaixo. A celebração da missa de corpo presente, às 15h, foi feita pelo bispo Dom Odilon Guimarães Moreira. O corpo foi enterrado por volta das 17h em Itabira.
No acidente, segundo relatos de testemunhas, Almir ultrapassou dois veículos pelo acostamento e perdeu o controle ao voltar para a pista, invadiu a contramão, bateu de frente com uma carreta, que tombou e atingiu outros três carros. O saldo foi de quatro mortes e três pessoas gravemente feridas. No interior do carro do padre havia duas garrafas de bebida, uma delas estava vazia, no colo dele.
Tratamento

Em entrevista à imprensa ontem, o vigário-geral da Diocese Itabira-Coronel Fabriciano, padre Francisco Guerra, confirmou que a igreja tinha conhecimento da dependência do álcool pelo padre.
No entanto, relatou que Almir Adoniran estava em tratamento, depois de se envolver em um acidente e ser preso alcoolizado em 30 de julho em Itabira. O tratamento duraria três semanas e se não surtisse os efeitos esperados o padre seria internado em uma clínica.
Em Ipatinga o membro da Pastoral da Comunicação da Paróquia Cristo Libertador, Orozimbo Alberto de Assis disse ter trabalhado com o padre Almir Adoniran por muitos anos.
Para o religioso foi uma grande perda, pois o padre era uma pessoa muito agradável e discreta. Segundo Orozimbo, enquanto esteve em Ipatinga Almir não estava no alcoolismo. “Só agora, recentemente soubemos dessa situação, uma fraqueza humana à qual muitas pessoas estão sujeitas. É uma perda lamentável”, concluiu.
 
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