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01 de outubro, de 2010 | 23:00

Comitiva de Ipatinga presente na 51ª Convenção do Comércio

Evento reuniu cerca de 5 mil participantes em Florianópolis (SC)

Francisco Neto


CONFERENCIA CDL

FLORIANÓPOLIS – Ipatinga marcou presença na 51ª Convenção do Comércio Lojista, realizada em Florianópolis (SC), nesta semana. O encontro reuniu representantes de câmaras de dirigentes lojistas de todo o país. A maior delegação foi a de Minas Gerais, com mais de 500 empresários. Entre os temas discutidos, chamaram a atenção dos participantes assuntos como o plano para recuperar o crédito dos consumidores inadimplentes e o fim da exclusividade das operadoras de maquinetas leitoras de cartão.
Na avaliação do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Ipatinga, Márcio Caldeira Pena, que liderou a comitiva da cidade, a convenção foi importante sob diversos aspectos. Entretanto ele destacou que a ordem atual é uma só: qualidade dos serviços. “Vimos aqui (em Florianópolis) diversos exemplos e conselhos de que no atual mercado não basta ao lojista ser bom, é preciso ser excelente,” constatou.
Outro ponto alto do evento, as palestras foram proferidas por consultores de renome internacional como Jim Cunningham, ex-coordenador da Disney University; James Hunter, autor do livro “O Monge e o Executivo”; Ângela Hirata, executiva da Sandálias Havaianas; além de representantes do BNDES, Sebrae, FGV e BB que também falaram aos cerca de 5 mil convencionais reunidos no Centro de Convenções CentroSul, da capital catarinense.

Crédito
No campo de recuperação do crédito, a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) vai lançar, em novembro, uma campanha institucional para trazer o devedor de volta ao comércio. A intenção da entidade é ampliar a capacidade de compra antes do Natal. O presidente da CNDL, Roque Pelizzaro Junior, propôs que o pagamento de parte da dívida seja à vista e o restante de forma parcelada. “Ou seja, o financiamento do saldo da dívida. E clientes com contas atrasadas em até cinco anos terão a possibilidade de renegociar,” antecipou Roque Junior. 
Outro ponto de grande interesse foi o fim da exclusividade das maquinetas de cartão de crédito. Conforme dados apresentados na 51ª Convenção Nacional do Comércio Lojista, a concorrência gerada com o fim da exclusividade entre bandeiras e credenciadoras de cartão beneficiou o setor varejista no Brasil.

Receita
O percentual da transação, ou seja, a taxa de retenção que fica com as empresas de cartão caiu 35% em média, desde que as máquinas da Redecard  passaram a aceitar cartões Visa e os terminais Cielo começaram a receber o cartão Marstercard a partir de julho.
Esta mudança fará com que a receita das credenciadoras donas dos terminais eletrônicos ou pontos de vendas caia em R$ 700 milhões, dinheiro que ficará com o lojista. Segundo a CNDL a próxima batalha envolverá os cartões de débito. A entidade também aconselhou aos comerciantes pressionarem a indústria de cartões a não pagar mais o aluguel das maquininhas, que gira em torno de R$ 80 por mês.
Custo reduzido
Nos últimos oito anos, o custo do cartão de crédito para o varejista caiu, no exterior, de um patamar de 0,8% a 1,9% para atuais 0,3%, no caso do cartão de débito, com uma redução que variou entre 0,4% e 0,75% para 0,2%.

- R$ 550 bilhões é o faturamento do varejo no Brasil.

- R$ 180 bilhões é o faturamento só no segmento de alimentos.

- 35% é a queda média registrada na taxa paga pelos lojistas a cada transação.

- R$ 700 milhões é valor que os varejistas devem deixar de pagar em taxas de retenção.

- R$ 1,5 bilhão é a receita com o aluguel de maquininhas no Brasil.
 
* Francisco Neto viajou ao evento a convite da CDL Ipatinga.

 
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