06 de outubro, de 2010 | 01:25

Falsos acidentes na BR-381

Bandidos usam síndrome da Rodovia da Morte para aplicar golpes telefônicos

Wôlmer Ezequiel


CLEUNIR E CELIA

IPATINGA - Na última segunda-feira (4), as irmãs Cleunir e Célia Barros, moradoras do Cidade Nobre, em Ipatinga, foram vítimas de uma variação do golpe do falso sequestro, atividade criminosa que, segundo o delegado João Luiz Martins Barbosa, titular da Delegacia de Defraudações e Falsificações, engana cada vez menos pessoas por causa da divulgação recorrente dos casos pela imprensa.
“Na época da Copa do Mundo, tínhamos no mínimo um caso de golpe telefônico por dia. Hoje, no máximo se registra um caso por semana em Ipatinga. Por isso é sempre importante manter as pessoas alertadas sobre esse tipo de crime”, conta o delegado. 

Estratégia
O criminoso liga para um número qualquer e, assim que alguém atende, conta que um familiar dessa pessoa sofreu um acidente grave. Diante dessa situação, a vítima fica chocada com a notícia e acaba revelando dados pessoais do parente supostamente envolvido na falsa história.
Foi o que ocorreu a Cleunir Barros. Ela atendeu ao telefone, ouviu um “tia” bem angustiado e, pelo tom da voz, imaginou que fosse um sobrinho que mora em Vitória (ES). “Perguntei se era o Henrique, ele disse que sim e me pediu R$ 600 para rebocar o carro”, relembra.

Sotaque
Para anotar os dados da conta onde faria o depósito de R$ 600, Cleunir pediu ajuda da irmã Célia que, assumindo o telefonema, desconfiou do sotaque, que lembrava mais o de um sobrinho que mora em Palmas, no Tocantins. “Aí eu perguntei se era o Thiago, ele disse que sim e continuou a implorar por ajuda”.
Diante da divergência de nomes e cidades, Cleunir suspeitou que pudesse se tratar de golpe e ligou, do celular, para o irmão em Tocantins. Foi informada de que todos na família estavam bem. E o mais incrível, na semana anterior um outro familiar que também reside em Ipatinga havia caído no mesmo golpe, perdendo R$ 600.
“Por isso, estou espalhando essa história pra todo mundo da minha família e também na imprensa, para alertar”, resume.
 
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