07 de outubro, de 2010 | 22:00
Pernilongos invadem a região
Noites mal dormidas e picadas incomodam principalmente crianças e alérgicos
IPATINGA - O clima quente e úmido da região tem favorecido a proliferação de mosquitos, mas neste ano os enxames de pernilongo apareceram mais cedo, antes mesmo do início da temporada de chuvas. A população de Ipatinga, Timóteo e Coronel Fabriciano reclama de noites mal dormidas e das picadas, que incomodam principalmente as crianças e pessoas alérgicas.No bairro Horto, em Ipatinga, os moradores estão lançando mão de todos os recursos disponíveis para amenizar o problema - aparelhos elétricos, inseticidas em spray, ventiladores e as raquetes mata-mosquito fabricadas na China e vendidas nos camelódromos.
Na noite do último sábado, véspera da eleição, problemas na rede elétrica deixaram o bairro sem energia durante várias horas e, sem ventiladores e aparelhos contra insetos, muita gente compareceu às urnas com as marcas das picadas e rosto sonolento. Dormi no quarto e acordei na varanda, porque os pernilongos me carregaram para lá”, exagera Luís Paulo Elizeu Lima, farmacêutico e estudante de Medicina. Brincadeira à parte, ele afirma que o problema é preocupante. As condições que favorecem a proliferação dos pernilongos são semelhantes às do mosquito transmissor da dengue, principalmente a água parada”, ressalta. Luís Paulo reside com a família no terceiro andar de um prédio na avenida Castelo Branco.
Para quem mora em casa e tem crianças pequenas, o problema é ainda maior. Fecho as janelas e as portas à tarde, aciono o ar-condicionado e o aparelho elétrico contra mosquitos fica ligado 24 horas”, relata a professora de Educação Física Lorena Duda Porcaro, que mora e trabalha no Horto. Mãe de Vitor, de dois anos e meio, Lorena conta que quando todos esses recursos são insuficientes, passa repelente líquido nas orelhas dela e do filho: É uma forma de evitar aquele barulhinho irritante do pernilongo”, relata.
Conscientização
Na manhã de ontem (7), a presidente da Associação de Moradores do Horto (Amoh), Cássia Albuquerque, incumbiu-se da tarefa de percorrer as ruas do bairro para fazer o registro fotográfico dos possíveis focos de proliferação de mosquitos. Esse material, segundo disse, será anexado aos ofícios que vai enviar aos órgãos públicos pedindo providências urgentes, inclusive a fiscalização das obras em andamento no Horto.
Trabalhadores da construção civil estão utilizando as áreas verdes como banheiro”, denuncia. Mas os problemas não param aí. Há vários pontos com água parada, entulho e lixo em várias ruas. Estamos acionando os órgãos públicos, mas a população também precisa se conscientizar e contribuir para evitar esses maus hábitos”, avalia Cássia. Visando essa conscientização, a associação vai lançar campanha educativa com faixas e folhetos, pedindo a contribuição de moradores e comerciantes.
De acordo com especialistas, outros focos de proliferação de pernilongos são os ribeirões e córregos que precisam passar por limpezas periódicas. Outra explicação para a invasão dos mosquitos pode estar nas queimadas que ocorreram no Vale do Aço e que provocaram a fuga de insetos para as áreas urbanas.
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