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09 de outubro, de 2010 | 00:02

Etanol mais caro na bomba

Em um período de três meses o aumento do álcool combustível foi de 3,75%

Arquivo


ETANOL ALCOOL

IPATINGA – Por causa do período da entressafra da cana-de-açúcar, que vai de setembro à março do ano que vem, o preço do etanol subiu e perdeu a competitividade em Minas Gerais. Uma pesquisa realizada pelo Procon da Assembleia Legislativa de Minas apontou que entre os meses de julho, agosto e setembro, o aumento do combustível foi de 3,75%. 
O Vale do Aço acompanha essa tendência. O preço médio do etanol praticado na região é de R$ 1,89. No entanto, como a gasolina é composta de 25% de etanol, a tendência é de que aumente uma pequena fração no preço do combustível. Mas até agora o aumento não foi percebido nas bombas devido a concorrência entre os postos. 
Gustavo de Souza, dono de uma rede de postos de combustíveis em Ipatinga, avalia que apenas o mercado vai dizer quando a gasolina irá aumentar de preço. “O aumento já foi repassado para as revendedoras, mas ainda não atingiu os consumidores devido à concorrência. Mas, acredito que se o etanol continuar a subir de preço não vai dar para segurar muito o valor da gasolina”, explica. O preço médio da gasolina é de R$ 2,57.
Vantagem
 
O álcool só apresenta vantagem econômica sobre a gasolina se o preço for cerca de 70% mais baixo, já que o combustível queima 30% a mais pelos motores em relação a gasolina. De acordo com o diretor do Minaspetro para o Vale do Aço, Marco Magalhães, o preço do etanol está subindo porque de outubro até meados de abril a cana-de-açúcar fica em período de entressafra e os estoques estão baixos. “Então depois deste período o preço do etanol volta a ser vantajoso”, disse. 
No início de setembro o etanol era vendido a R$ 1,79 e hoje aumentou R$ 0,10. “A procura pelo combustível já caiu bastante. Quem tem carro flex está preferindo abastecer com gasolina. O álcool realmente está muito caro e não é vantagem para carro flex", admite. Segundo o diretor, o mercado repassa o que recebe de aumento das usinas. "O preço que o consumidor vê na bomba não significa que o dono do posto queira lucrar. É apenas um repasse", justifica.
 
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