14 de outubro, de 2010 | 23:25
Pãozinho deve subir
Aumento nos preços da farinha de trigo e insumos pressiona alta
DA REDAÇÃO - O pãozinho francês é um dos itens que têm pesado no bolso do consumidor, segundo aponta o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O alimento, segundo a pesquisa econômica, está entre os cinco grandes vilões” que mais contribuíram para elevar a inflação. A alta individual desse item foi de 3,36% em Belo Horizonte. Ficou atrás apenas do açúcar cristal (9,67%) e feijão carioquinha (6,80%).Por enquanto, os preços ao consumidor não aumentaram nas padarias. Representantes do Sindicato dos Panificadores (Sinpava) informaram que, na próxima semana, vão se encontrar para discutir a situação da elevação dos custos na fabricação de pães. Há preocupação principalmente em relação aos outros insumos que compõem a produção.
O preço médio do quilo do pão de sal em Ipatinga, nesta quinta-feira (14), ainda era de R$ 6,90. A exceção fica por conta dos supermercados que vendem o pão de sal ao preço médio de R$ 5,00 o quilo.
Já os produtos industrializados de panificação nos supermercados subiram consideravelmente. Uma sacola de pão integral fatiado custa R$ 4,59. Com um detalhe: o peso, que antes era de 500 gramas e tinha sido reduzido para 450 gramas, agora vem em uma embalagem de 350 gramas.
Cenário
Segundo pesquisa do site Mercado Mineiro, de Belo Horizonte, a expectativa é de sequência da alta, uma situação que vai refletir também no interior. A explicação para os aumentos no preço está na queda na produção de trigo da Rússia, causada pela seca e baixas temperaturas nas regiões produtoras.
Vem da Ásia o que falta ao Brasil para completar o atendimento da demanda. A saca de 50kg da farinha de trigo, que até junho era comercializada a R$ 55, teve aumento de 27,3% e subiu para R$ 70.
Apesar da alta da matéria-prima, alguns empresários seguraram os preços temendo a fuga dos clientes. Agora, a elevação dos preços de outros insumos utilizados na fabricação do pão pressiona o setor a aumentar os preços ao consumidor final.
"Não fosse isso, certamente não se teria motivo para cogitar reajuste", afirma o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Panificação (Abip), José Batista de Oliveira.
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