21 de outubro, de 2010 | 22:00
Univaço inicia pesquisa na área de transplantes
Visita da austríaca Michaela Schwarz abre espaço para troca de experiências
IPATINGA A Faculdade de Medicina deu início a pesquisas na área de transplantes. A especialista e pesquisadora na área de transplante de coração Michaela Schwarz esteve em Ipatinga, anteontem, para falar sobre procedimentos médicos e questões legais do transplante de órgãos na Áustria. O programa visa a orientação de alunos da faculdade em estágios acadêmicos na cidade de Graz, no sul da Áustria. No próximo mês, Anderson Mascarenhas Maia, 21, será o primeiro aluno a iniciar um estágio supervisionado pela austríaca na área de transplantes.
Um dos pontos principais abordados pela médica é o estudo e aperfeiçoamento para o diagnóstico preciso da morte cerebral. Um momento fundamental em que o médico precisa de uma preparação especial para abordar as famílias de forma humana e profissional. Para o professor de Ética e Humanismo, José Gaspar, o conhecimento dos aspectos éticos e legais do transplante é essencial na formação acadêmica de um médico. Para graduandos este é um campo amplo, e é preciso que eles tenham noções porque um dia podem se tornar médicos de uma equipe de transplante” ressaltou.
Doadores
Diferentemente do Brasil, na Áustria todas as pessoas por lei são doadoras de órgãos, exceto quando o paciente tem um documento negando a doação. Mesmo assim os médicos procuram sempre atestar a doação com autorização da família. Michaela conta que a fila de espera para doações no país é enorme e muitos morrem à espera de um órgão. É difícil convencer as famílias da morte cerebral porque ao ver o coração batendo, a pele e o pulso normal eles não acreditam que o ente querido não está mais ali”, explica.
Desafios
A difícil tarefa de convencer a família sobre a doação de órgãos é um dos vários desafios da medicina na tentativa de salvar outras vidas. A extensão territorial do Brasil é outro agravante que dificulta as doações, casos como o transplante de um coração deve ser feito com no máximo quatro horas após a morte do doador. Segundo Michaela, uma pessoa que se torna doadora pode salvar até oito vidas.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]
















