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21 de outubro, de 2010 | 23:00

Solidariedade minimiza tragédia

Voluntários ajudam Apae a retomar aulas após luto pelas 11 vítimas do acidente

Fotos: Hermes Quintão


RECEPÇÃO

IPATINGA – Nena de Castro é mãe de uma aluna da Apae. Magali Siqueira e Cléo Pereira são agentes de saúde. E Marina Vasconcelos é psicóloga. Elas também são “palhaças”, contadoras de causos do grupo Bafafá. E ontem, voluntariamente, se dispuseram a usar a arte da alegria para “quebrar o clima” no retorno às aulas da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Ipatinga.
Segundo a diretora Simone Tassis, as quatro artistas não são as únicas a se solidarizarem com o drama da instituição. Pelo contrário, nunca na história da Apae ipatinguense tantas pessoas, de todas as partes do Brasil e do mundo, franquearam ajuda para superar as adversidades. Segundo conta a funcionária Priscila Garito, até a tarde de ontem o correio eletrônico da instituição havia recebido mais de 120 emails com mensagens de solidariedade.
Além de músicas e brincadeiras, os alunos e demais profissionais foram recebidos com abraços e flores pela direção. Para a professora Graça Aguilar, há 21 anos na Apae, esse calor humano recebido até mesmo de desconhecidos é fundamental para superar os traumas e retomar sua rotina.
Graça conta que, na manhã do último domingo, quando recebeu o telefonema informando sobre a tragédia da noite anterior, sentiu como se o mundo tivesse acabado. Afinal, de uma só vez a Apae havia perdido cinco alunos e dois professores entre os 11 mortos do acidente com o ônibus da Translima  que despencou de uma ponte sobre o rio Araçuaí, em Carbonita, no Norte de Minas.


PROFESSORA
  Mais solidariedade
A Prefeitura de Ipatinga montou uma equipe formada por profissionais da saúde, assistência social e psicólogo para atender as famílias. Os feridos também receberam atendimento médico assim que chegaram a Ipatinga. Por causa do acidente, a PMI decretou luto oficial de três dias.
“É um momento em que temos que amenizar a dor das famílias. Nossos servidores estavam empenhados em acolher e fazer o que fosse possível para ajudar”, declara o prefeito Robson Gomes.

Culto
O presidente da Apae de Ipatinga, Francisco Eduardo, anunciou um culto ecumênico nesta sexta-feira (22), às 19h, na sede da instituição, no bairro  Bela Vista (avenida 26 de outubro, 1595).
Laudo sobre acidente pode sair em 15 dias
A diretora Simone Tassis disse que a tragédia não sepultará os talentos da Apae, sejam eles do esporte ou das artes, como é o caso da banda de música. Por isso, gradativamente, à medida que a dor for ficando para trás, os alunos voltarão a participar de competições e exposições em outras cidades e Estados. Questionada se seria adotado um protocolo mais rígido de segurança, como a redução das viagens noturnas, a diretora informou que a preocupação com a segurança sempre foi e continuará sendo uma constante na Apae. Ela também disse que a instituição aguarda o laudo da perícia detalhando as causas do acidente. “O prazo para conclusão desse laudo é de 30 dias, mas a Polícia Civil está tentando reduzi-lo para 15 dias”, afirmou.
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