03 de novembro, de 2010 | 23:00

Recorde no transporte de minério

Estrada Vitória a Minas escoa 11,2 milhões da matéria-prima do aço

Arquivo


TREM DE CARGA

DA REDAÇÃO - A Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) alcançou no mês de outubro o recorde histórico de 11,2 milhões de toneladas de minério transportadas pelos seus 905 quilômetros de extensão. O número ultrapassou o volume até então recorde registrado em dezembro de 2007, quando 11,1 milhões de toneladas de minério de ferro foram transportadas pelo modal ferroviário da Vale, que liga as minas da empresa em Minas Gerais às suas operações no Espírito Santo. O volume transportado no mês passado teve como destino tanto o mercado interno quanto o mercado externo.
Considerada a ferrovia mais produtiva do Brasil e uma das mais modernas do mundo, a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) completou, em 2010, 106 anos de operação. Por seus 905 quilômetros de extensão passam diariamente pelo menos 60 tipos de produtos, entre minério de ferro, aço, soja, carvão e calcário, e outros, o que representa 40% de toda a carga ferroviária do país.
As operações da EFVM vêm sendo modernizadas para aumentar a segurança, a eficiência, a capacidade e a produtividade. Os cuidados com o meio ambiente também entraram na pauta da ferrovia. No final de 2008, a Vale iniciou na EFVM os testes com o Trem Biocombustível, projeto inédito que prevê a utilização da mistura gás natural e diesel em suas locomotivas. A iniciativa permitirá a redução das emissões de CO² na atmosfera proveniente da queima de combustíveis.
Estima-se que o uso futuro de gás nas locomotivas que operam em suas ferrovias permitirá que a Vale deixe de emitir 73 mil toneladas de CO² equivalentes na atmosfera por ano. Esse volume corresponde ao sequestro de CO² do reflorestamento de mais de 155 hectares de mata nativa e equivale, também, à emissão de uma cidade não industrializada de aproximadamente 9 mil habitantes. Em janeiro de 2007, a Vale antecipou-se à Lei Federal 11.907/05 e passou a utilizar o B2 (mistura 2% de biodiesel e 98% de diesel comum). Em julho de 2008, substituiu o B2 pelo B3 (3% biodiesel e 97% diesel comum).
Ainda como parte dos investimentos socioambientais realizados na EFVM, o projeto Ferrovia Verde trocou o uso de madeira nativa nos dormentes da linha férrea por materiais alternativos. Já estão sendo usados mais de 2 milhões de dormentes de aço. Com a medida, aproximadamente 500 mil árvores deixam de ser derrubadas anualmente. Ainda em um trecho específico da ferrovia estão instalados 500 dormentes de fibra de vidro, plástico e borracha, que utilizam como matéria-prima pneus, embalagens de álcool, xampu e produtos de limpeza que deixaram de ir para o lixo.

Sinalização
Recentemente, a EFVM adquiriu novo sistema de sinalização, mais seguro e eficiente, com foco no aumento da capacidade de transporte. Seu novo sistema trocou os antigos relés por microprocessadores, instalação de baterias que evita as paradas por falhas de energia e a redução na distância entre os trens.
A EFVM está investindo ainda em um inovador sistema para gestão do tráfego ferroviário, cuja operação deve iniciar entre 2011 e 2012. Conhecido como Sistema de Gestão Ferroviária (SGF), possibilitará melhor performance do tráfego de trens, otimizando o transporte de cargas, economizando combustível e aumentando a segurança operacional.
O novo sistema, capaz de reduzir o tempo de circulação dos trens e evitar paradas indesejáveis nas passagens em nível, operará com computadores de bordo que se comunicam com o Centro de Controle Operacional (CCO), em Tubarão, sede operacional da ferrovia.
Serão instalados 39 pontos de leitura nos trilhos, entre Vitória e Belo Horizonte, que irão identificar automaticamente os equipamentos que estão em circulação, enviando os dados para alimentar as simulações do computador e rastreando a carga.
 
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