27 de novembro, de 2010 | 23:00
Competitividade empresarial
FGV promove palestra na abertura do MBA Executivo em Gerencia de Projetos
IPATINGA - A Fundação Getúlio Vargas, por meio de sua conveniada em Ipatinga e região, a Target Business School (TBS), apresenta a palestra Eficácia e Competitividade Empresarial que será proferida pelo professor Carlos Alberto Salles Jr., coordenador acadêmico do curso MBA Executivo em Gerenciamento de Projetos.
Salles é doutorando em Administração e empresário de Consultoria estratégica e gestão de riscos. A palestra faz parte da abertura da terceira turma do curso de MBA Executivo em Gerenciamento em Projetos da FGV no Vale do Aço, cujo início está previsto para 31 de janeiro próximo.
Coordenador Acadêmico do MBA em Gerência de Projetos da FGV e empresário de consultoria estratégica e gestão de riscos, Carlos afirma que as empresas de todo o mundo buscam o caminho do sucesso.
Algumas poucas conseguem encontrá-lo e passam a ter domínio e poder de influenciar o seu futuro. A maioria, entretando, fica ao sabor das correntezas do mercado, sem domínio sobre o seu futuro.
Para o coordenador, somente o conhecimento pode levar à eficiência para aproveitar a força da correnteza. Em uma entrevista sobre o mundo corporativo, o professor fala mais sobre o tema.
PERGUNTA: Dentro desse raciocínio, o que o senhor vê como fator crítico de sucesso?
CARLOS ALBERTO SALLES JR.: As empresas devem se posicionar com relação ao seu ambiente externo é fator crítico de sucesso conhecê-lo, entender suas forças e direções, de forma a adequar ações e competências internas a este ambiente. A partir daí, define-se o que quer fazer internamente para adequação ao ambiente externo ações, competências necessárias, organização.
PERGUNTA: Quem são os responsáveis por esse direcionamento?
CARLOS SALLES: Neste nível estratégico, os executivos das organizações ditam as direções, definindo o que deve ser feito. São duas as diretrizes estratégicas: operacional: quanto se quer de market-share, cotas de vendas, orçamento operacional, entre outras. Depois vem o desenvolvimento: definição do novo”. O que fazemos para mudar, crescer, ganhar participação de mercado e aumentar os lucros.
PERGUNTA: Como as empresas podem obter os resultados que querem alcançar?
CARLOS SALLES: Os resultados ainda não se materializam na etapa de definição. É fundamental a existência de um processo estruturado e competências e, a partir da definição do que deve ser feito, planejar-se corretamente o como fazer e ter a capacidade de implementação, atingindo os objetivos propostos, dentro do tempo especificado e dentro do orçamento disponível.
PERGUNTA: Como o perfil do segmento em que a empresa atua impacta os resultados?
CARLOS SALLES: Quanto mais instável ou competitivo for o setor, maior a necessidade de busca de eficiência e eficácia, maior a necessidade do novo” nas organizações, e consequentemente, maior a necessidade de processos e capacidades que garantam a correta implementabilidade.
PERGUNTA: A implementação eficaz de mudanças depende da integração dos processos e capacidades?
CARLOS SALLES: Sim, e isto pode ser facilmente demonstrado a partir do enorme interesse e demanda por um novo perfil de profissional, que reúna o conjunto de capacidades que permita às organizações ter o domínio sobre o processo de mudanças. Este processo deve obrigatoriamente ser feito através de projetos, pois esta é a única forma de se lidar com o novo”, e consequentemente, é fundamental a existência de profissionais capacitados a cuidar deste processo.
PERGUNTA: Qual o perfil desses profissionais?
CARLOS SALLES: Este profissional é o gerente de projetos, o único que reúne o conjunto de capacidades para entender o que é definido pelo nível executivo, e ter conhecimentos que o tornem capaz de auxiliar o nível executivo para esta definição; ser capaz de planejar o como” que seja eficaz, e ser capaz de conduzir o projeto, garantindo sua bem-sucedida implementabilidade.
PERGUNTA: Quais as competências que esses profissionais devem apresentar?
CARLOS SALLES: Competências estratégicas, gerenciais e técnicas de projetos são fundamentais, de forma a viabilizar o processo de implementação.
PERGUNTA: O gestor de projetos não é mais um modismo nas organizações?
CARLOS SALLES: O enorme interesse das organizações neste tipo de profissional, não se trata de um modismo, sempre passageiro, mas sim de uma real necessidade, cada vez mais demandada. Quanto mais instável e competitivo for o setor de negócio, maior a necessidade de mudanças, maior o número de projetos, maior o número de profissionais necessários para lidar com este ambiente de forma eficaz.
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