28 de novembro, de 2010 | 00:25

UNE mobiliza estudantes

Diretórios acadêmicos escolhem delegados para o Conselho da entidade

Sílvia Miranda


PAULO UNE
FABRICIANO – O diretor da União Nacional dos Estudantes (UNE), Paulo Roberto Alves, visitou o Vale do Aço nesta semana, para acompanhar a escolha de delegados regionais ao 13º Conselho Nacional de Entidades de Base da UNE, e ainda divulgar a 7º Bienal de Arte e Ciência e Cultura da entidade, que será realizado no Rio de Janeiro, de 14 a 23 de janeiro de 2011. O dirigente esteve nas principais instituições universitárias da região, orientando e debatendo com os diretórios acadêmicos sobre a escolha de seus representantes.
O número de delegados para cada instituição será escolhido de acordo com o mapeamento de alunos presentes nos municípios. A previsão é sejam eleitos uma média de 15 delegados entre as faculdades de Fabriciano, Ipatinga e Timóteo. A eleição será organizada pelos próprios diretórios. Na próxima semana, Paulo Roberto segue para Governador Valadares. Outros dois representantes da entidade viajam pelo Estado de Minas Gerais.
O coordenador municipal de Juventude de Coronel Fabriciano, Afolfo Thomaz Martins da Costa, acompanhou o trabalho na região e reforçou a importância das organizações estudantis no processo de discussão da educação. “Já tivemos muitos grêmios em funcionamento na região e hoje muitos se encontram abandonados o que dificulta os debates e a cobrança de melhorias ao poder público”, afirmou.
Mensalidades
Um projeto de lei em tramitação no Senado prevê a criação de um piso de mensalidades para regular os reajustes, que hoje são feitos desordenadamente. Segundo o diretor da UNE, há uma tendência para comercialização do ensino sem nenhum investimento na qualidade. “O ensino superior no país se tornou um grande comércio de fábricas de diplomas, que não estão preocupadas com investimentos científicos e acadêmicos”, protestou.
Enem
Alvo de muitas críticas e aplicações fracassadas, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ainda é a grande bandeira defendida pela UNE para o acesso à universidade. Segundo Paulo Roberto, apesar de falho, o Enem ainda é um grande projeto para o acesso as universidades. “Para o vestibular tradicional se tornar uma seleção justa seria preciso uma reforma na educação para a oferta de um ensino fundamental e médio de qualidade nas escolas públicas”, defendeu.
A UNE criou em seu site um espaço reservado a notificações de pessoas que se sentiram prejudicadas nas provas do Enem e, diante disso, abrir uma discussão com o Ministério de Educação e Cultura. “Defendemos a criação de um setor específico para formulação e aplicação das provas do Enem”, concluiu.
Cotas
Ainda sobre as formas de processo seletivo para o ingresso nas universidades públicas e privadas, Paulo Roberto disse que a criação de cotas para negros é um assunto superado e entendido para a entidade. “O país tem uma dívida de mais de 400 anos de escravidão com os negros, assim como na região onde moro no Tocantins existe uma cota para índios”, contou. Agora a entidade luta em defesa de cotas para alunos da rede pública. “Porque não é apenas a cor que define a competência do aluno, mas a oportunidade de preparação que ele recebeu; e na escola pública sabemos que não há preparação”, criticou.
 
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