06 de fevereiro, de 2011 | 00:01

Espera para feira tumultua trânsito

Feirantes e PM acreditam que o problema seria evitado com a liberação de área mais cedo

Victor Tancredo


FEIRA IPATINGÃO
IPATINGA – Todas as segundas e quintas-feiras, o estacionamento do Ipatingão recebe a feira dos produtores rurais, que reúne centenas de pessoas, entre feirantes e consumidores. O movimento dos feirantes começa logo pela manhã, quando eles chegam com as suas mercadorias.
Alguns, como é o caso dos vendedores que comercializam folhas, têm acesso ao espaço. No entanto, quem vende legumes e frutas tem que esperar até às 14h para que possam entrar com seus veículos no estacionamento do estádio. Como são muitos, forma-se uma enorme fila, que começa num trecho da avenida Burle Marx e vai até a avenida Cláudio Moura (BR-458).
Esse acúmulo de veículos tem causado transtornos no trânsito naquele trecho da cidade. Na tarde desta quinta-feira (3), por exemplo, um acidente envolvendo um caminhão e um automóvel deixou o tráfego ainda mais lento naquele ponto. O sargento Adilson Lopes confirmou que a situação do trânsito naquela região nos dias de feira está complicada.
“Todos os dias que tem feira é assim. O trânsito fica mais lento e as margens das avenidas Burle Marx e Cláudio Moura são dominadas pelos caminhões. Acontece que isso é perigoso, porque se trata de uma rodovia, onde os veículos costumam trafegar em alta velocidade. Além disso, chega num ponto onde os veículos dos feirantes ficam parados na rotatória, dificultando ainda mais o fluxo de veículos”, explicou o policial militar.

O sargento Lopes avalia que uma possível solução para essa questão seria a abertura dos portões do estacionamento do Ipatingão mais cedo. Para alguns, a liberação só ocorre às 14h, mas muitos feirantes chegam na parte da manhã.
 
O feirante Heleno Medeiros, que já trabalha no local há cerca de 15 anos, disse que costuma entrar na fila às 10h. “Chego bem cedo. É ruim porque às vezes está muito calor e não tem como proteger do sol direito. A associação dos feirantes já chegou a cobrar da prefeitura que o acesso fosse feito mais cedo, mas não foi atendida. Uma solução definitiva seria a criação de uma Ceasa (Central de Abastecimento) para a região, mas como isso nunca sai do papel, o jeito é esperar”, finalizou.
 
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